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Os consumidores estão a receber mensagens enganosas sobre os lácteos
No Congresso Mundial de Lácteos da Federação Internacional de Lácteos (IDF) em Belfast recentemente realizado, os líderes da indústri...
31 jul, 2018

No Congresso Mundial de Lácteos da Federação Internacional de Lácteos (IDF) em Belfast recentemente realizado, os líderes da indústria destacaram a importância de se comunicar efetivamente com os consumidores que procuram a garantia da qualidade dos produtos lácteos. O presidente da Dairy UK, Paul Vernon, destacou a necessidade de uma comunicação efetiva entre empresas de lácteos e os consumidores.

"O mundo e o setor de produtos lácteos mudaram massivamente nos últimos 30 anos e a maneira como nos comunicamos com os consumidores também mudou. Os lácteos são ‘superalimentos’ e precisamos de garantir que a mensagem seja ouvida claramente pelos consumidores que estão sob uma pressão constante de mensagens enganosas e mal informadas sobre produtos lácteos". A decorrer nesta semana, os líderes da indústria estão a examinar os principais problemas que afetam o mundo dos produtos lácteos.

O líder da IDF, Jaap Evers, chamou a atenção para a proteína de "alta qualidade" que é encontrada em muitos produtos lácteos. "É imperativo que se transmita a mensagem aos consumidores de que os lácteos são parte integrante de uma dieta sustentável”.

"Nós não queremos chegar a um estágio em que os consumidores recebam a mensagem de que, do ponto de vista ambiental, há o ‘verde’, ou seja, a proteína boa, e a ‘vermelha’, ou seja, a proteína má, e que os lácteos são, de alguma forma uma proteína ‘vermelha’”.

A IDF publicou um Relatório sobre a Situação Mundial dos Lácteos em 2017, que revela a volatilidade no mercado como resultado das questões da oferta e da procura. A federação disse que o dinamismo nos mercados europeu e norte-americano está a fazer com que as perspectivas de recuperação e produção nos próximos meses ‘continuem boas’.

A Nova Zelândia continua a ser o maior exportador mundial de produtos lácteos com uma participação de 29% no mercado, seguido de perto pela UE, com 28%, e Estados Unidos, com 24%. A produção global de leite aumentou 0,9% em 2016 em comparação com as taxas de crescimento de 2% e mais nos últimos anos.

FONTE: As informações são do FoodBev.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint