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Este queijo vem de um túmulo com 3200 anos
A "massa esbranquiçada" foi encontrada num túmulo egípcio e as análises detectaram vestígios de uma bactéria mortal. De acordo com os...
20 ago, 2018

A "massa esbranquiçada" foi encontrada num túmulo egípcio e as análises detectaram vestígios de uma bactéria mortal. De acordo com os investigadores, este deverá ser o mais antigo registo da doença brucelose.

O queijo foi encontrado num túmulo egípcio e nele foram detectados vestígios biológicos da bactéria que causa brucelose DR/UNIVERSIDADE DO CAIRO

O número poderá impressionar os fãs de queijo maturado. São 3200 anos que fazem deste um dos mais velhos queijos no mundo. Foi encontrado dentro de um túmulo em Sacará, no Egipto, a descoberta foi feita por uma equipa de arqueólogos e o estudo foi publicado recentemente na revista Analytical Chemistry da Sociedade Americana de Química.

A morada do exemplar foi encontrada em 2010 no túmulo de Ptahmes, chefe de Menfis, capital do Egipto durante praticamente todo o Império Antigo (2635 a 2561 a.C.). Durante a escavação, os arqueólogos da Universidade do Cairo encontraram jarras e numa delas uma massa esbranquiçada solidificada. Depois de analisar uma amostra, os investigadores determinaram que se tratava de produto lácteo feito a partir de leite de vaca e ovelha ou leite de cabra, revela o estudo agora publicado. O tecido que o envolvia, lona, contribuiu para concluir que se tratava de um elemento de origem sólida e não líquida: um queijo.

O estudo conta ainda que este queijo tem vestígios biológicos da bactéria Brucella melitensis, que causa brucelose. A doença, também conhecida como febre mediterrânea, é potencialmente mortal, e costuma surgir em produtos lácteos não pasteurizados ou carnes mal cozidas.

A confirmarem-se os resultados do estudo, este poderá ser não só o mais antigo queijo do mundo como também o mais antigo registo daquelas bactérias. Os autores ressalvam que, apesar da evolução da análise de amostras biológicas modernas, a aplicação destas técnicas em amostras mais antigas de alimentos ainda está numa fase muito inicial.

FONTE: Público