Mercado
Mercadona abre mais cinco lojas em Portugal
O grupo espanhol vai reforçar a sua presença no Norte de Portugal. O presidente da Mercadona confirmou nove lojas portuguesas na apre...
14 mar, 2018

O grupo espanhol vai reforçar a sua presença no Norte de Portugal. O presidente da Mercadona confirmou nove lojas portuguesas na apresentação de resultados de 2017.

A Mercadona vai abrir mais cinco lojas em Portugal. A confirmação foi dada ontem, terça-feira, 13 de Março, pelo presidente da empresa, Juan Roig Alfonso.

As novas lojas vão abrir no Porto, Braga, Penafiel e Barcelos. Junta-se ainda um segundo espaço em Vila Nova de Gaia.

A empresa já tinha confirmado a abertura de quarto lojas, distribuídas entre Gaia, Maia, Matosinhos e Gondomar. Estas lojas arrancam no primeiro semestre de 2019.

O grupo retalhista espanhol investiu 25 milhões de euros em Portugal. Nesse pacote conta-se ainda um centro de co-inovação em Matosinhos e uma plataforma logística na Póvoa de Varzim.

Serão lojas com cerca de 1.800 metros quadrados e nove mil produtos. "50% dos produtos que venderemos em Portugal serão diferentes de Espanha", informou.

Nesses 25 milhões não se incluem as cinco novas lojas agora anunciadas. O reforço a Norte implicará também mais contratações além das 350 já definidas. O presidente da empresa explicou porque é as lojas em Portugal são todas no Norte: "não acredito em centralismos". Juan Roig Alfonso afastou assim, para já, a possibilidade de se expandir para a capital portuguesa, ainda que admita que o objectivo é "descer".

Mesmo sem estar em Portugal, a Mercadona comprou 63 milhões de euros a fornecedores lusos no ano passado. A lista já conta com 50 empresas.

A Mercadona fechou 2017 com lucros líquidos de 322 milhões de euros, uma quebra homóloga de 49%, justificada pelos investimentos de mil milhões de euros realizados apenas com recursos próprios.

A empresa decidiu ainda atribuir 313 milhões em prémios aos seus 84 mil trabalhadores.

Em Espanha, a Mercadona tem 1.627 lojas e lançou um programa de reformulação da maioria delas. Nenhuma dessas lojas trabalha ao domingo. Cenário que Juan Roig Alfonso admite que possa acontecer em Portugal, mesmo que contra a sua primeira vontade.

Mercadona só chega em 2019 mas já compra 63 milhões a portugueses
São 50 os fornecedores lusos que já alimentam as lojas dos supermercados Mercadona em Espanha. A retalhista quer que sejam mais e espera que esse salto se concretize em 2019, com a entrada em Portugal.

Na Mercadona, os clientes são sempre chamados de "chefes". O hábito vai chegar também a Portugal no primeiro semestre de 2019. Na lista de aberturas, o grupo de supermercados espanhol já anunciou quatro lojas: Gaia, Maia, Gondomar e Matosinhos.

Antes delas arrancarem, é preciso formar os 200 trabalhadores que estarão no terreno. Todos têm de rumar a Espanha e fazer uma formação paga durante um ano. A empresa promete cobrir as viagens, a cada 15 dias, de regresso a Portugal.

E é aqui que entra em cena o Centro de Coinovação da Mercadona em Valência. De uma forma simples, trata-se de um supermercado sem clientes, onde é possível perceber como funciona um destes espaços comerciais.

Nas prateleiras destes corredores estão, quase sempre, maquetes de produtos. Pães feitos de cerâmica, fruta e peixes impressos em folhas de cartão, carne picada feita de fios de lã ou sacos de congelados apenas com volume lá dentro. Tudo com um realismo que deixa sempre a dúvida no ar quando se anda pelos corredores. "Este é o modelo de loja que vamos levar para Portugal", apresenta Elena Aldana, directora de relações externas da Mercadona para Portugal. São espaços com cerca de 1.800 metros quadrados e nove mil produtos diferentes à escolha.

Os produtos querem-se, neste caso, reais. E portugueses. Essa relação com os fornecedores nacionais já existe. São 50 até ao momento: desde as maçãs desidratadas da Fruteat (embaladas com a marca própria Hacendado da Mercadona), os chocolates da Imperial ou as bolachas da Dan Cake. Sem contar com o peixe das lotas de Matosinhos. "Muitos dos produtos portugueses são frescos", resume a porta-voz.

Só no ano passado, a Mercadona comprou 63 milhões de euros a fornecedores portugueses. É uma subida de 11 milhões em relação a 2016. E a vontade é aumentar o valor quando abrirem as quatro lojas em Portugal. "Estamos muito próximos, mas os gostos são tão diferentes", explica Elena Aldana. Os portugueses, por exemplo, apreciam "sabores mais tropicais" e nos vinhos dão sempre primazia aos nacionais.

A conclusão é possível porque a Mercadona tem a funcionar em Portugal um outro Centro de Coinovação, mais direccionado para o teste de produtos. Fica localizado em Matosinhos e faz parte de um plano de investimento superior a 25 milhões de euros previsto para o país. Foi também já assinado um contrato para instalar uma plataforma logística do grupo na Póvoa do Varzim. As obras estão em curso.

"O objectivo em Portugal é ser português", sintetiza Elena Aldana. Tanto que o grupo criou a sociedade Irmadona Supermercados SA, "para pagar os seus impostos em Portugal". O mesmo país de onde vêm, por exemplo, os fornos da Ramalho que vão equipar as cerca de 800 lojas Mercadona que estão a ser alvo de remodelações em Espanha. Através de um ecrã táctil é possível colocar, em poucos segundos, uma fornada de pão a cozinhar.

A tecnologia estende-se aos carrinhos de compra. A moeda é coisa para esquecer daqui em diante. Mas não se pense que, por isso, tirar o carrinho da loja fica mais fácil. Pelo contrario: ele tem um sistema de bloqueio. Assim que se tenta passar a saída, uma barreira invisível cria-se à nossa frente.

Mercadona não tem Lisboa no radar
O presidente da Mercadona diz não gostar de "centralismos" e, por isso, para já, não vai para a capital portuguesa. O foco do investimento fica a Norte.

O presidente da cadeia de supermercados Mercadona, Juan Roig Alfonso, assegurou esta terça-feira, 13 de Março, que não vai investir em Lisboa, pelo menos para já.

"Porquê o Porto? Porque não acredito em centralismos", respondeu quando questionado sobre o foco do investimento a Norte e uma eventual ida para Lisboa. É também por isso que decidiu instalar a sociedade portuguesa, Irmãdona, no Porto.

Juan Roig Alfonso admitiu ir "descendo" pelo território português mas sem tocar na capital. "Não iremos para Lisboa" para já, garantiu.

O presidente da Mercadona confirmou a abertura de cinco novas lojas em Portugal: Porto, Braga, Penafiel, Barcelos e Vila Nova de Gaia.

Juntam-se aos quatro espaços já conhecidos e com abertura marcada para o primeiro semestre de 2019: Gaia, Maia, Gondomar e Matosinhos.

Serão lojas com cerca de 1.800 metros quadrados e nove mil produtos. "50% dos produtos que venderemos em Portugal serão diferentes de Espanha", informou.

A empresa confirmou um investimento de 25 milhões de euros em Portugal, onde se conta um centro de co-inovação em Matosinhos e uma plataforma logística em Póvoa do Varzim.

Nesse valor não se incluem as cinco novas lojas agora anunciadas. O reforço a Norte implicará também mais contratações além das 350 já definidas.

Mesmo sem estar em Portugal, a Mercadona comprou 63 milhões de euros a fornecedores lusos no ano passado. A lista já conta com 50 empresas.

A Mercadona fechou 2017 com lucros líquidos de 322 milhões de euros, uma quebra homóloga de 49%, justificada pelos investimentos de mil milhões de euros realizados apenas com recursos próprios.

A empresa decidiu ainda atribuir 313 milhões em prémios aos seus 84 mil trabalhadores.

Em Espanha, a Mercadona tem 1.627 lojas e lançou um programa de reformulação da maioria delas. Nenhuma dessas lojas trabalha ao domingo. Cenário que Juan Roig Alfonso admite que possa acontecer em Portugal, mesmo que contra a sua primeira vontade.

FONTE: Jornal de Negócios