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Capacidade de financiamento das famílias cai no 1º trimestre
A taxa de poupança das famílias diminuiu para 5,1% do rendimento disponível no primeiro trimestre, menos 0,2 pontos percentuais do qu...
25 jun, 2018

A taxa de poupança das famílias diminuiu para 5,1% do rendimento disponível no primeiro trimestre, menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior. A capacidade de financiamento das famílias caiu de 1,4% para 1,3% face ao trimestre anterior

Segundo o gabinete de estatística do INE, a capacidade de financiamento da economia situou-se em 1,2% do PIB no ano terminado no primeiro trimestre de 2018, valor igual ao observado para o trimestre anterior (isto é, em percentagem do PIB ano acabado no trimestre anterior).

São os dados do INE relativos às Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional divulgados no passado dia 22, sexta-feira.

A capacidade de financiamento da economia reflete a poupança financeira das sociedades financeiras e dos particulares.

Para esta evolução, contribuiu a diminuição da capacidade de financiamento das famílias de 1,4% para 1,3% (menos 0,1 p.p. do que no trimestre anterior) do PIB no ano acabado no primeiro trimestre de 2018.

O setor das Administrações Públicas (Estado) registou uma diminuição da necessidade líquida de financiamento de 2,3 p.p. no ano acabado no 1º trimestre de 2018 relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo -0,7% do PIB.

Por outro lado o setor das Sociedades não Financeiras (empresas) registou um agravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 1º trimestre de 2018 de 0,2 p.p. para -1,4% do PIB.

As Sociedades Financeiras (onde se incluem os bancos) registaram uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 2,1 pontos perentuais., passando de 4% do PIB no 4º trimestre de 2017 para 1,9% do PIB no 1º trimestre de 2018.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das Administrações Públicas fixou-se em -0,9% do PIB no 1º trimestre de 2018.

O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 190.439 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 1,0%.

O Rendimento Nacional Bruto (RNB) concentra os resultados registados (em Portugal ou no estrangeiro) pelos agentes que vivem efectivamente em Portugal. Destingindo-se do PIB por este ser medir a riqueza obtida dentro do território português (quer por residentes, quer por não residentes).

Por exemplo, os rendimentos obtidos por uma multinacional estrangeira por via de um investimento directo que tenha realizado em Portugal são contabilizados no cálculo do PIB, mas não do rendimento nacional. No sentido inverso, os rendimentos obtidos por uma empresa com sede em Portugal através de investimento directo no estrangeiro são registados no RNB, mas não no PIB.

Segundo o INE, o Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 0,8%, superior à do PIB em 0,1 p.p., fixando-se em 193.380 milhões de euros.

No 1º trimestre de 2018, a Formação Bruta da Capital (leia-se o Investimento) da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,3 p.p. para 16,6% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,2 p.p. para 16,9% do PIB, o que levou à estabilização da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior em 1,2% do PIB, segundo os dados do INE trabalhados pelo Gabinete de Estudos do Ministério da Economia.

Taxa de poupança das famílias diminui no 1.º trimestre
A taxa de poupança das famílias diminuiu para 5,1% do rendimento disponível no primeiro trimestre, menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior, segundo divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este decréscimo resultou de um aumento do rendimento disponível inferior ao da despesa de consumo final, que apresentaram aumentos de 0,6% e 0,8%, respetivamente, explica o INE.

A subida do rendimento disponível das famílias deveu-se ao aumento das remunerações recebidas, que cresceram 0,7%, mas menos do que no trimestre anterior (1,6%).

“Esta desaceleração estará influenciada pelas alterações no regime de pagamento dos subsídios de Natal e de férias que, nomeadamente no setor das Administrações Publicas, que deixaram de ser pagos em duodécimos. Este efeito será tendencialmente neutro no conjunto do ano de 2018”, refere o INE.

FONTE: Jornal de Negócios