Conjuntura
Projecto da Lipor quer aumentar para 45% taxa de reciclagem
Outra das metas da associação Smart Waste Portugal, criada pela Lipor, é fazer com que o volume de resíduos enviado para aterro não v...
05 set, 2018

Outra das metas da associação Smart Waste Portugal, criada pela Lipor, é fazer com que o volume de resíduos enviado para aterro não vá além dos 10%.

A associação empresarial Smart Waste Portugal (ASWP), criada no âmbito da Lipor, tem como meta ambiental da Estratégia 2030 aumentar para 45% a taxa de reciclagem no Grande Porto, revelou nesta segunda-feira à Lusa o presidente daquela instituição.

Outras das metas anunciadas por Aires Pereira tem que ver com o volume da "matéria não depositada" nos aterros, com o responsável a querer antecipar-se ao "aperto das metas em 2030" propondo, para o imediato, que o que segue para os aterros não vá além dos "10%".

Do mesmo modo, o também presidente da Lipor quer "evitar o sobrecusto da Taxa de Geral de Resíduos que agravará significativamente o custo das matérias" caso a deposição persista, anunciando ainda como meta o "aumento das taxas de reciclagem para os 45%" no Grande Porto.

A Lipor é a empresa responsável pelo Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, abrangendo oito municípios: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde.

A ASWP, recentemente constituída e com sede no Porto, é formada por 92 empresas na área da economia circular e inclui uma plataforma de negócio que permite, entre os associados, "trocar experiências e fornecer matéria uns aos outros", explicou o responsável daquela associação.

Falta de acesso a conhecimento
Em declarações à margem de uma reunião com a secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, Aires Pereira explicou que "muitas vezes a indústria é obrigada a recorrer a matérias-primas virgens porque não tem acesso nem conhecimento de onde existem resíduos que podem ser potencialmente matéria-prima".

O também presidente da Câmara da Póvoa de Varzim reconheceu estar-se "ainda longe de uma transição daquilo a que em tempos se chamou de economia linear, em que se depauperam os recursos naturais, para uma economia circular em que tudo é reutilizado e faz parte do processo industrial".

FONTE: Público