Conjuntura
Inflação na zona euro desceu para 1,4% em março
A variação de preços no consumidor na zona euro caiu em março para 1,4%, regressando ao nível de inflação de janeiro, segundo a estim...
01 abr, 2019

A variação de preços no consumidor na zona euro caiu em março para 1,4%, regressando ao nível de inflação de janeiro, segundo a estimativa rápida avançada esta segunda-feira pelo Eurostat. A inflação em Portugal manteve-se em março em 0,9%, de acordo com a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística, e é uma das mais baixas da zona euro

A inflação na zona euro caiu em março para 1,4%, segundo a estimativa rápida do Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia, publicada esta segunda-feira. A variação de preços no consumidor desceu para o nível de janeiro, depois de ter subido ligeiramente para 1,5% em fevereiro.

O Eurostat não publicou ainda os dados para cada país da zona euro, mas o Instituto Nacional de Estatística avançou na semana passada que a inflação em Portugal em março se manteve em 0,9%, idêntica à variação de fevereiro. A inflação portuguesa é das mais baixas da zona euro. Em termos de Índice Harmonizado de Preços (IHPC) no Consumidor, que permite as comparações entre países da zona euro, a inflação portuguesa manteve-se em 0,9%.

A infllação subjacente na zona euro desceu para 0,8%, depois de ter descido para 1% no mês anterior. Esta medida da inflação exclui as componentes mais voláteis do índice de preços - a energia, alimentação, álcool e tabaco - e está em trajetória descendente desde início do ano. No caso de Portugal, a inflação subjacente desceu para 0,8%, em termos do IHPC.

O Eurostat publicará um segunda estimativa da inflação em março na zona euro, já abrangendo os dados por país, a 17 abril. O INE,em Lisboa, publicará uma segunda estimativa para março a 10 de abril.

Os dois indicadores de inflação para a zona euro continuam a estar muito distanciados do objetivo da política do Banco Central Europeu inscrito no seu mandato que aponta para abaixo mas próximo de 2%. Depois de quase quatro anos de intervenção no mercado, com um programa de aquisição de ativos que soma 2,6 biliões de euros, cerca de 25% do PIB da zona euro, a equipa de Mario Draghi continua sem conseguir aproximar a inflação da meta da sua política.

FONTE: Expresso