A arte de bem fazer queijo

28 setembro 2021

Na queijaria Soalheiralves os queijos têm o saber antigo de uma família. São trabalhados, maturados e afinados

Logo à entrada, o aroma não engana, enche o nariz e a alma. São queijos “tratados e bem tratados”. Quem não gosta, fica convertido e “são esses clientes que dão mais prazer”, garante o proprietário da queijaria Soalheiralves, Joaquim Alves.

A queijaria Soalheiralves é um negócio familiar cujas raízes assentam na agricultura e pastoreio de animais e que resultam de um saber antigo passado de geração em geração, desde o avô do atual proprietário da queijaria.

Joaquim Alves estabeleceu-se em 1984 na vila da Soalheira numas instalações de pequenas dimensões em que se vendiam queijos de produção própria que foram granjeando fama e procura. A criação de uma marca própria — Soalheiralves — e o crescimento da empresa levaram à mudança para modernas instalações na Zona Industrial da Soalheira, criadas de raiz e inauguradas em 2015. Trata-se de uma infraestrutura adaptada às exigências de qualidade e segurança alimentar, mantendo o “saber fazer” de outros tempos. “A marca Soalheiralves é hoje uma referência de âmbito nacional na produção de queijo curado de ovelha, de cabra, de mistura de ovelha e cabra e de queimoso, a partir de leite cru”, refere Joaquim Alves, que conta com 14 funcionários, dois dos quais os seus filhos.

Chegam à queijaria entre 10 e 30 mil litros de leite por semana. A recolha do leite é feita junto dos produtores locais. “A essência da nossa queijaria vem da experiência, mas também da evolução e inovação que nos permitem fazer cada vez melhor”, diz Sérgio Alves, filho mais velho, que trabalha com o pai há 19 anos. “A motivação vem do reconhecimento dos clientes, dos prémios que alcançamos e também dos resultados que vamos tendo. Somos privilegiados pelas pastagens e solos”, acrescenta.

Há cerca de um ano a qualidade do produto mereceu a certificação de Denominação de Origem Protegida – DOP – Queijos da Beira Baixa. O apoio da RUDE – Associação de Desenvolvimento Rural foi muito importante para o crescimento deste projeto: “Estamos numa zona desfavorecida. A RUDE ajudou-nos a crescer e a inovar tanto na parte tecnológica como na informática, na maquinaria, no site e na imagem de marca”, assegura Sérgio Alves.

O plano de investimento incluiu um diverso conjunto de equipamentos, destacando-se o sistema de extração de ar, o tanque de refrigeração de leite, a cuba de coalhar, a prensa horizontal, as grelhas empilháveis com respetivos carros em inox e a máquina de embalar a vácuo.

Ainda com o apoio da RUDE, a empresa investiu no branding da marca e criação de site bem como na redução da fatura energética, através de um sistema de produção fotovoltaica.

FONTE: Jornal do Fundão

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