As vacas podem ajudar a reduzir o plástico existente no planeta

07 julho 2021

Um grupo de cientistas austríacos descobriu que as bactérias presentes no sistema digestivo das vacas podem exterminar plástico. A descoberta pode tornar-se numa poderosa forma de reduzir a poluição na Terra.

No início da pesquisa, a equipa estava confiante da existência de um mecanismo dentro do estômago das vacas que seria capaz de conduzir a hidrólise do poliéster – uma reação química que destrói esses materiais.

“Uma enorme comunidade microbiana habita no retículo ruminal e é responsável pela digestão dos alimentos nos animais”, referiu Doris Ribitsch, em comunicado.

Neste sentido, “suspeitamos que algumas atividades biológicas também poderiam ser usadas para a hidrólise do poliéster”, disse.

Assim que a equipa identificou as bactérias presentes no estômago das vacas, testou a sua capacidade de destruir tereftalato de polietileno, ou PET, o termo-plástico mais comum na família do poliéster.

Os cientistas também testaram dois outros tipos de plástico. Um deles era o tereftalato de polibutileno adipato ou PBAT, normalmente usado em sacos plásticos compostáveis. O outro era o furanoato de polietileno, PEF, feito de açúcares derivados de plantas.

Várias amostras dos três plásticos foram colocadas num líquido ruminal incubado, sendo que, posteriormente, o plástico acabou por ficar transformado em pó.

Os investigadores, escreve o IFL Science, mostram-se empolgados com os resultados, uma vez que os três tipos de plástico foram destruídos rapidamente.

A equipa percebeu que as reações com o líquido ruminal foram mais eficazes em comparação com pesquisas que analisaram um único microrganismo para destruir os plásticos.

De acordo com o estudo, publicado na revista Frontiers in Bioengineering and Biotechnology, a degradação do plástico pode ser atribuída ao trabalho de várias enzimas que trabalham em condições de pico graças às propriedades do líquido ruminal.

No entanto, os especialistas alertam que esta descoberta é um primeiro passo, e não uma abordagem em grande escala, para o problema da poluição do plástico.

Com as novas conclusões, a equipa garante que vai continuar a investigar a abordagem, bem como a procurar perceber de que forma as comunidades microbianas podem ser usadas em processos industriais mais ecológicos.

FONTE: Zap_Aeiou

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