Município do Fundão apoia certificação para garantir qualidade do queijo

04 maio 2021

A região está a apostar na valorização da fileira do queijo DOP. Nesse sentido, a Câmara do Fundão junta apoios aos produtores a certificar.

O município do Fundão vai comparticipar em 50 por cento os custos da certificação dos queijos dos produtores da região que queiram aproveitar esta ajuda, apoiando-os ainda na aquisição de equipamentos específicos que testam a qualidade do leite antes de entrar na queijaria. Este é o principal objetivo do protocolo assinado entre a Câmara Municipal do Fundão e a Associação de Produtores de Queijo do Distrito de Castelo Branco.

“O que queremos é que haja um incremento anual na produção que se integra na linha DOP do queijo. Nós pagamos 50 por cento desses custos, que creio será um apoio relevante para os produtores que se queiram certificar. Simultaneamente, subsidiamos a aquisição de equipamentos rápidos e que são relevantes num momento crítico, que é a passagem da produção do leite para a componente da queijaria, para que com menos custos e maior rapidez, preservar a qualidade do leite em toda essa linha”, explica o presidente da Câmara, Paulo Fernandes que, recorda “quantas vezes os produtores dizem que não certificam os seus produtos porque não justifica em termos de custo. Temos um valor de referência de 30 cêntimos por selo, valor que pode ter algum peso numa produção que tenha alguma expressão, como acontece em muitos casos no Fundão, onde anualmente a fileira do queijo vale cerca de 30 milhões de euros, que são só mais 10 milhões do que vale a fileira da cereja”. Já o presidente da Associação de Produtores de Queijo do Distrito de Castelo Branco revela que existem sete produtores de queijo na região certificados, sendo que três deles estão sediados no concelho do Fundão.

Godinho adianta que um dos investimentos que vai ser efectuado diz respeito à compra de equipamentos para determinar os parâmetros de composição do leite. “A Associação vai comprar equipamentos para disponibilizar aos produtores de queijo associados que, em poucos minutos, podem determinar alguns parâmetros de composição do leite. Ao mesmo tempo que o caracteriza, podemos ter uma ideia do que se produz e do que pode ser aperfeiçoado em termos de qualidade nos seus rebanhos. Nós os transformadores iremos comunicar e acompanhar a produção diretamente”, esclarece.

Outro dos investimentos que vai ser efectuado através deste protocolo e que, de acordo com Carlos Godinho, pode diminuir os custos para os produtores e estimular à certificação do produto, com melhores resultados ao nível da comercialização, “são equipamentos que vão estar disponíveis em Castelo Branco, para determinar as células somáticas do leite, que são muitas vezes responsáveis pela rentabilidade queijeira do leite e denunciam a saúde dos animais, ou seja, os produtores podem ter sempre a garantia da condição dos seus animais. Com animais saudáveis far-se-á bom leite e com bom leite far-se-á bom queijo”.

VALOR O protocolo agora assinado complementa a aposta que tem vindo a ser desenvolvida no âmbito do Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro, que engloba as Denominações de Origem Protegida (DOP) da Serra da Estrela, Beira Baixa e Rabaçal.

Recorde-se que já em maio de 2019, a Câmara Municipal de Castelo Branco, que sempre incentivou o projeto para a valorização deste que é um produto de excelência da região, apoiou a Associação de Produtores de Queijo da Beira Baixa, com 19 mil euros, tendo já em vista a valorização do queijo DOP da região.

Quanto ao processo de certificação, Cláudia Domingues Soares, enquanto presidente da InovCluster - Associação do Cluster Agroindustrial do Centro, que coordena o programa, refere ao Reconquista que “estes apoios à certificação devem, preferencialmente, ocorrer numa lógica integrada, de forma a que todos os produtores DOP da Beira Baixa fiquem com o mesmo nível de competitividade”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal albicastrense recorda que, tal como aconteceu com o Fundão, Castelo Branco já tinha apoiado a Associação de Produtores de Queijo da Beira Baixa. José Augusto Alves, consciente de que esta crise pandémica veio também prejudicar economicamente o setor, reitera a disponibilidade da autarquia para, “dentro desta lógica integrada, continuar a apoiar os produtores e o projeto, estando ainda mais despertos nesta fase que foi e ainda é crítica para o setor, que registou uma quebra acentuada no escoamento do produto durante este período de pandemia”.

suma, o ideal seria que além de Castelo Branco e Fundão, também os outros municípios que têm produtores de queijo DOP da Beira Baixa, avançassem no mesmo sentido da certificação, para que todos os produtores da região se posicionassem no mercado em pé de igualdade.

FONTE: Reconquista

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