Industriais de lacticínios alertam para destruição de "milhões de litros de leite"

02 agosto 2019

Os industriais de laticínios notaram hoje (ontem) que a greve dos motoristas poderá gerar “elevados problemas”, alertando para os milhões de litros de leite que podem ser desperdiçados, e apelaram ao Governo que inclua o setor nos serviços mínimos.

“A greve anunciada poderá gerar elevados problemas ao setor, seja pelas dificuldades do levantamento de leite das explorações e do seu encaminhamento às unidades industriais, seja pela dificuldade em realizar as diferentes operações de transformação, como a de fazer sair os produtos lácteos das fábricas e de os encaminhar para os circuitos comerciais”, apontou, em comunicado, a Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL).

Por outro lado, caso não sejam tomadas medidas, "corre-se o risco de terem que se destruir milhões de litros de leite no campo, o que pode ser desastroso a nível ambiental”.

Segundo a ANIL, “é enorme” o impacto económico, ambiental e social que a paralisação poderá provocar, pelo que a associação “tudo tem feito no sentido de incluir o setor dos laticínios nas medidas a adotar pelo Governo”.

Para os industriais, “é premente” a adoção de medidas que possibilitem a continuação da laboração das fábricas e das operações necessárias à transformação e colocação do leite e produtos lácteos no mercado.

A associação alertou ainda que o leite, sendo um produto perecível, tem um curto espaço de tempo entre o momento da ordenha e a sua transformação, acrescentando que os animais produtores de leite são, regra geral, ordenhados duas vezes ao dia, o que também limita a capacidade de armazenamento.

O abastecimento do leite e a capacidade de armazenamento das unidades industriais, por seu turno, “depende largamente” do escoamento dos produtos.

“Não basta, pois, receber leite todos os dias, é preciso transformá-lo e coloca-lo na distribuição e no consumidor, mantendo ativo o circuito de recebimento, transformação e consumo”, referiu.

De acordo com os dados avançados pela associação, são cerca de cinco milhões de litros de leite que diariamente entram nas unidades industriais para serem convertidos em diversos produtos, como queijo, iogurte, manteiga e natas.

“Pelo exposto, é visível, mesmo antevendo e planeando, a capacidade limitadíssima da indústria para adequar circuitos de recolha apenas e só às suas necessidades de produção”, concluiu.

A greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que começa em 12 de agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

O Governo terá que fixar os serviços mínimos para a greve, depois das propostas dos sindicatos e da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.

FONTE: Sapo 24

 

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