Terra Nostra vai chegar às ‘prateleiras’ de Itália e da China

12 abril 2019

Encontrar produtos Terra Nostra nas prateleiras de superfícies comerciais italianas e chinesas poderá passar a ser um cenário real num futuro próximo. Isso mesmo adianta o jornal Negócios, na edição desta terça-feira, dando nota que o grupo Bel está, de momento, a preparar a entrada da marca açoriana “nos mercados de Itália e da China, para onde vai começar a exportar o leite e o queijo dos Açores”.

Citada na publicação, a diretora de marketing da Bel, Paula Gomes, indicou que o grupo francês realizou testes em Itália e na zona de Xangai, tendo os consumidores valorizado “muito o conceito da Terra Nostra” que assenta no programa Leite das Vacas Felizes.
A exportação dos produtos da marca açoriana é ainda pouco expressiva dentro do grupo e fixou-se nos três por cento, num volume total de vendas que totalizou 44 milhões de euros em 2018.

Contudo, a responsável da Bel considera que há margem para os produtos Terra Nostra crescerem e - em função do projeto singular que os sustenta - ganharem o seu espaço no mercado internacional.

“Temos de focar muito na exportação porque é uma forma de crescer. E achamos que temos uma pérola, algo único [na Europa] com a pastagem 365 dias por ano”, disse Paula Gomes, considerando que o programa Leite das Vacas Felizes não poderia estar mais ajustado àquelas que são as atuais “tendências” dos consumidores e vão evidenciando maiores preocupações ao nível da diminuição da pegada ambiental e com o bem-estar animal.

No artigo do Negócios, a gestora manifesta-se convicta que os contextos envolventes dos mercados italianos e chineses são favoráveis à estratégia expansionista da Bel e ao acolhimento dos produtos Terra Nostra.

Primeiro, explicou, porque “em Itália há falta de leite e é bastante valorizado com um preço médio superior”. Depois, completou, porque na China “o mercado está a crescer” e as “pessoas estão muito preocupadas com a poluição”, fator que acaba por casar bem com a “naturalidade” que o leite e os queijos açorianos sugerem.

A diretora de marketing da indústria de laticínios sustentou que a fábrica da Ribeira Grande, fruto de investimentos feitos nos últimos anos e que rondaram os 30 milhões de euros, “terá capacidade produtiva para absorver este aumento de procura”.

Paula Gomes não adiantou, no entanto, pormenores sobre quando e em que termos será realizada a promoção dos produtos Terra Nostra fora de portas nacionais. Disse apenas que será feito “um investimento relevante” na promoção da marca, ou não fosse ainda “desconhecida” internacionalmente.

O Negócios aponta que a marca açoriana rendeu 44 milhões de euros em 2018, o que significou um terço do total de de vendas da Bel - valor que se mostra bastante acima dos 35 milhões de euros registados pela Limiano e dos 8 milhões da Vaca Que Ri.

Dos 185 milhões de litros de leite que a empresa francesa recolhe, 140 são produzidos nos Açores e os restantes no continente português.

A Bel Portugal emprega atualmente 588 trabalhadores, mais 44 que no ano passado.

FONTE: Açoriano Oriental

 

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