Leite: alimento de excelência. E o queijo? E o iogurte?

09 abril 2018

Eu consumidora de lácteos me confesso. Não bebo leite, mas consumo queijo e iogurtes várias vezes ao dia, líquidos e sólidos, naturais, com e sem pedaços. Confio nas suas comprovadas propriedades nutricionais e sou das primeiras a defendê-las.

Isto dito, assumo que a campanha lançada em outubro passado para promover o leite através do testemunho de algumas fi guras públicas - Custódia Gallego, Carla Chambel, João Sousa e Ricardo Guedes - não surtiu em mim qualquer efeito. O Presidente da República foi chamado – e bem - a dar a cara esta semana pela “excelência” do leite nacional. Mas, e o queijo? E o iogurte?

É certo que não posso medir o gosto dos portugueses pelo meu gosto e padrões de consumo. Mas dou por mim a pensar por que razão uma campanha de comunicação promove apenas o produto básico que é o leite e não pede aos mesmos protagonistas para degustarem publicamente umas fatias de queijo ou saborearem umas colheres de iogurte, com isso promovendo lácteos com idênticas propriedades nutricionais, mas com muito maior valor acrescentado.

Há seguramente consumidores que não gostam de leite, mas que, com um anúncio televisivo ou ‘outdoor’ às propriedades e aplicações culinárias do queijo e do iogurte, passariam a comprá-los ou a reforçar o seu consumo. Além de que fomentava-se o I&DI nas empresas e induziam-se os cidadãos a conhecerem novas marcas e gamas de produtos e a alargarem o seu leque de escolhas.

Os leitores saberão que um quilo de queijo incorpora cerca de 10 litros de leite e que os portugueses apenas consomem, em média, 10 a 11 quilos de queijo/ano. Ora, bastaria comunicar eficazmente o produto queijo - e o iogurte – para que o seu consumo crescesse e, com ele, aumentasse o volume de leite incorporado pela indústria e as estatísticas associadas aos laticínios se alterassem.

O retorno? Parece óbvio. A vários níveis. Todos, absolutamente todos os intervenientes na cadeia de valor – fornecedores dos fatores de produção, produtores de leite, industriais de laticínios, pequeno comércio e grande distribuição – lucravam.

E mais. Talvez se desse menos abandono da produção leiteira no país (há hoje apenas 5017 produtores de leite e um efetivo de 244 mil vacas leiteiras), o leite fosse melhor remunerado ao produtor (foi pago a 31,84 cêntimos em fevereiro) e a produção superasse as 1.864.602 toneladas de 2017 (1,3% da produção europeia).

Por fim, equilibrava-se a balança comercial, reduzindo as importações.

FONTE: AgroVida/Vida Económica

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