Mesa redonda no Parlamento Europeu arrasa credibilidade do Nutri-score

02 novembro 2022

“O Nutri-score é o passado. Um esquema de formato único que é o antigo modelo hegeliano onde um grupo de elite de cientistas aprova um algoritmo que afirma ser perfeito e aplicável a todos. No entanto, quando política ou interesses comerciais assim o decidem, o algoritmo pode ser alterado e as notas para produtos selectivos podem passar do vermelho ‘E’ para amarelo ‘C’”, disse Pietro Paganini, fundador do Competere.eu, no passado dia 12 de Outubro, no Parlamento Europeu, durante uma mesa redonda dedicada à futura rotulagem nutricional frontal (FoP) obrigatória.

O Nutri-Score, rótulo que classifica os produtos alimentares mais e menos saudáveis, conferindo-lhes uma letra com um código, do verde escuro (A) ao vermelho escuro (E), tem gerado polémica entre os agricultores europeus. Depois dos produtores italianos de azeite protestarem esta classificação, foi a vez dos produtores espanhóis dizerem não. Uma polémica que, segundo o que se ouvi nesta mesa redonda, não estará prestes a chegar ao fim.

No mesmo debate, o Professor Ramon Estruch, da Universidade de Barcelona, considerou que “estamos à procura de recomendações dietéticas individualizadas para cada cidadão, com a ajuda de programas de IA [Inteligência Artificial]. (…) O Nutri-Score foca-se no que há de ruim num alimento. O algoritmo calcula a sua nota, dando 40% de peso para os efeitos negativos de um alimento e apenas 15% para os efeitos positivos”.

E o próprio relator para a estratégia Do Prado ao Prato, o eurodeputado Herbert Dorfmann, declarou que “o Nutri-Score é simples e simples demais. Comete erros óbvios”, passando a recomendar que o Nutri-Score seja avaliado pelo seu resultado sobre os efeitos na saúde do consumidor nos países que introduziram o sistema – França, Bélgica, Alemanha – antes de ser implementado na Europa.

Por outro lado, Herbert Dorfmann frisou que “a opacidade do algoritmo e a realidade de que o Nutri-Score é um sistema de propriedade privada carente de transparência, é problemático”, porque “dá às cadeias de supermercados um poder que pode ser abusado para influenciar a escolha do consumidor sobre as suas decisões. (…) É um sistema no interesse das cadeias de distribuição e isso é um problema”.

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FONTE: Agricultura e Mar

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