"Pensar Nutrição". Site conta-lhe a verdade sobre o que come

14 outubro 2019

Uma equipa da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto criou um portal onde professores, investigadores e alunos analisam o estado da nutrição em Portugal e fazem um fact-checking dos principais temas da atualidade. O objetivo é "combater a desinformação sobre a alimentação".

"Dizem-se muitos disparates sobre nutrição, mas não há contraditório imediato, como acontece na política. Se um indivíduo disser que uma alface é fornecedora de protamina não há ninguém da família das alfaces a responder", diz Pedro Graça, nutricionista e membro do Conselho Editorial do novo site "Pensar Nutrição". "E como uma mentira repetida mil vezes passa a ser uma verdade, isto é critico. Principalmente na área da alimentação, porque uma pessoa pode morrer por causa de um alimento", acrescenta.

Para combater as informações erradas ou imprecisas sobre nutrição, um grupo de professores, investigadores, antigos alunos e finalistas da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto criou o portal "Pensar Nutrição", que conta com o apoio científico da Direção-Geral de Saúde (DGS). Escrevem sobre o estado da nutrição em Portugal e fazem um fact-checking dos principais temas da atualidade, que classificam depois como verdadeiros, imprecisos ou falsos.

Quando foi noticiado que a Universidade de Coimbra iria proibir a carne de vaca nas suas cantinas, fizeram uma análise à redução progressiva deste alimento na instituição e escreveram sobre o impacto desta carne na nossa alimentação para concluir que a proibição era "simbólica" e que esta pode ser substituída sem prejuízo para a saúde.

Desde que o site está disponível (há quase um mês), olharam ainda para as propostas dos partidos políticos na área da alimentação para os próximos quatro anos e submeteram a definição de Dieta Mediterrânica a um teste.

"A linguagem [dos artigos] não é a mais comum", admite Pedro Graça. Os conceitos científicos podem ser complexos, mas a equipa não está disposta a "sacrificar a linguagem" e correr o risco da simplificação. Qualquer cidadão pode consultar a página, mas a ideia é que esta seja também uma fonte para pessoas de outras áreas, como investigadores e jornalistas, sustentarem trabalhos.

"A desinformação nesta área é muito grande e portanto haver um espaço que tem como objetivo combater essa desinformação é muito positivo. É informação válida e disponível para todos os cidadãos", explica a diretora do Programa Nacional para a Alimentação Saudável da DGS, Maria João Gregório, que também escreve artigos na página.

Desinformação sobre os alimentos
A maior parte das pessoas socorre-se da informação disponível na internet para tomar decisões sobre aquilo que come. No entanto, a grande maioria do que está difundido na rede não é fiável ou não está completo: "A quantidade de informação que se coloca cá fora é verdadeiramente astronómica e há para todos os gostos. Se procurar textos a dizer bem do chocolate, há. Se for a dizer mal, também há. O que faz com que o cidadão possa procurar só aquilo em que está interessado", indica o professor da Universidade do Porto.

Segundo Pedro Graça, a informação disponível sobre a alimentação aumentou muito nos últimos tempos "fruto da capacidade que temos para produzir as nossas próprias notícias. E acaba-se por colocar muita dessa informação a circular sem qualquer filtro". Existe muita oferta, em blogues, nas redes sociais que não está sujeita a nenhum escrutínio e que está muitas vezes associada a interesses particulares, marcas.

"Há muito dinheiro a circular associado a estas notícias.Antigamente, a maior parte da publicidade era colocada em meios tradicionais, onde se consegue distinguir o que é publicidade do que é factual. Na esfera das redes sociais, a publicidade não é explicita e as pessoas podem pensar que o gosto dos influencers, bloguers é realmente aquilo de que eles gostam, quando se tratam de acordos comerciais", salienta o docente, que garante que a isenção do "Pensar Nutrição".

FONTE: Diário de Noticias

 

Associadas

Parcerias

Objectivos

‘‘Os objectivos da ANIL centram-se na defesa dos interesses e representação do sector, no acompanhamento das matérias legislativas, normativas, ambientais, económicas e técnicas que contribuam para o desenvolvimento da indústria láctea em Portugal...

Calendário

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Próximos Eventos

Não existem eventos programados!

Redes Sociais

Top
ATENÇÃO: Este site apenas usa os cookies para lhe facilitar a navegação enquanto utilizador.