Desperdício alimentar acabou

12 julho 2019

“A Apeel é completamente comestível, insípida e segura para comer. Pode ser utilizada numa variedade de matérias-primas vegetais para criar formulações, e a fonte de matéria-prima pode variar de acordo com a sazonalidade e disponibilidade geral”, explica a empresa

Um terço dos alimentos produzidos a nível mundial para consumo humano é desperdiçado, aproximando-se de 1.300 milhões de toneladas anuais, segundo estudos da Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura.

O excesso de desperdício gerou assim uma consciencialização entre os supermercados e consumidores individuais, que criaram formas para aproveitar o máximo dos produtos cuja validade já terminou, noticia o ‘El Economista’ recentemente.

Por essa razão a empresa Apeel Sciences, apoiada pela fundação de Bill Gates, desenvolveu um revestimento comestível sem sabor para manter as frutas e vegetais mais frescos durante mais tempo, solucionando grande parte do problema da validade destes alimentos e uma grande causa do desperdício.

A abordagem desta empresa conquistou investimentos de outras empresas que investiram mais de 110 milhões de dólares (98 milhões de euros), devido ao sucesso dos primeiros testes entre agricultores e supermercados.

Aqui, o alimento em questão é pulverizado com uma solução líquida, obtida a partir de derivados de plantas, que cria uma camada adicional no produto, reduzindo assim as perdas de água, e o início da oxidação, que são as principais causas de deterioração de alimentos.

“A Apeel é completamente comestível, insípida e segura para comer. Pode ser utilizada numa variedade de matérias-primas vegetais para criar formulações, e a fonte de matéria-prima pode variar de acordo com a sazonalidade e disponibilidade geral. Estes ingredientes existem nas cascas, sementes e polpa de todas as frutas e legumes, literalmente, em cada mordida de fruta que comemos “, explicam os responsáveis, citados pelo El Economista.

O tratamento em frutas e verduras é sempre aplicado depois do produto ser apanhado, o que permite criar um microclima ideal dentro de cada peça, resultando em “alta qualidade, vida mais longa e melhor portabilidade”, indica a empresa que pretende “promover práticas de cultivo mais sustentáveis, alimentos de melhor qualidade e menor desperdício de alimentos”.

Até aos dias de hoje, a empresa desenvolveu soluções para morangos, abacates, espargos, citrinos, cerejas e bananas. Nos testes, os morangos duraram 45 dias, os abacates chegaram aos 25 dias, enquanto a vida dos citrinos era estendida em 60%.

Um dos segredos revelados pela Apeel Sciences é que a solução não é a mesma para todos os produtos, embora consigam “preparar a Apeel a partir de qualquer tipo de fruta ou vegetal”. A empresa explica que as componentes variam entre os produtos, embora os componentes utilizados na preservação sejam provenientes das casas dos frutos e vegetais.

FONTE: Jornal Económico

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