Canadá desaconselha oficialmente os substitutos do açúcar

24 maio 2019

Para atualizar as suas diretrizes para uma alimentação saudável o governo canadiano foi pragmático: qualquer alimento que não tenha benefícios comprovados para a saúde não tem lugar na dieta recomendada.

“Fomos muito claros que quando analisássemos as evidências, não iríamos usar relatórios financiados pela indústria [da alimentação]”, disse à imprensa Hasan Hutchinson, diretor geral do gabinete responsável pelas políticas de nutrição do Ministério da Saúde do Canadá responsável pelas políticas de nutrição.

As principais vítimas foram os substitutos do açúcar. No relatório é sugerido que apesar de estarmos habituados ao açúcar, as nossas papilas gustativas vão acabar por se adaptar a sabores menos doces se reduzirmos o consumo de alimentos e bebidas adocicadas e o uso de adoçantes só retarda esse processo.

Os substitutos do açúcar incluem muitas categorias, tais como adoçantes de alta intensidade que são pelo menos 100 vezes mais doces que o açúcar; artificiais, como o aspartamo e a sacarina; ou naturais, como a stevia e a fruta do monge. Os adoçantes artificiais podem ser encontrados numa variedade de alimentos e bebidas, incluindo no iogurtes light, nos refrigerantes dietéticos, nas barras de proteínas e nas pastilhas elásticas, bem como em produtos de padaria e em sobremesas congeladas.

Uma análise da Organização Mundial da Saúde e da organização Cochrane examinou 56 estudos sobre os efeitos dos substitutos do açúcar na saúde. As conclusões não só não revelaram nenhum benefício, como apuraram que eles podem até ter alguns riscos. Alguns estudos sugerem que os adoçantes artificiais podem aumentar o risco de diabetes tipo 2, doenças cardíacas, doenças renais, de cancro e até de doenças mentais.

Alice H. Lichtenstein, professora de ciência da nutrição na Tufts University e membro do comité que produz diretrizes semelhantes nos EUA, está cética em relação a uma abordagem “tudo ou nada” dos substitutos do açúcar. Num editorial na revista Circulation disse que o consumo de bebidas açucaradas artificialmente está, realmente, associado a um risco maior de morte. “Até certo ponto, como comunidade, podemos tomar o caminho da recomendação de bebidas: Beber água em vez de [bebidas açucaradas]. No entanto, continuar esta abordagem simples seria desonesto porque sabemos que ela não funcionou bem no passado e há poucas razões para esperar que funcione bem no futuro”.

Para além da controvérsia em torno dos açúcares, o relatório canadiano provocou também a ira da indústria de laticínios. Desde 1942, data das primeiras diretrizes publicadas, que os canadianos são encorajados a consumir laticínios várias vezes por dia. Agora, o leite e derivados, em vez de terem um número específico de porções recomendadas, foram incluídos no grupo com as outras proteínas, que devem representar apenas um quarto do total dos alimentos que ingerimos.

FONTE: Revista Visão

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