Criada rede para Salvaguarda da Dieta Mediterrânica

22 maio 2019

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) é uma das 19 instituições que integra a Rede das Instituições de Ensino Superior para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica (RIESDM), criada no passado dia 10 de maio.

O objetivo desta rede – cujo ato de constituição ocorreu na Universidade do Algarve – é potenciar o trabalho desenvolvido pelas instituições de ensino superior (IES) no âmbito da promoção e salvaguarda da Dieta Mediterrânica (DM).

Pretende-se, igualmente, aumentar a articulação das IES com outras entidades que tenham responsabilidade na promoção e salvaguarda da Dieta Mediterrânica (DM), contribuindo, através de uma abordagem multidisciplinar, para a salvaguarda da DM em diversas vertentes; nomeadamente, entre outras, ao nível da produção e valorização dos produtos, da educação para a saúde e da preservação de técnicas e festividades.

Refira-se que a Dieta Mediterrânica é uma secular herança cultural e civilizacional, um estilo de vida e um padrão alimentar de excelência reconhecido pela UNESCO e pela Organização Mundial de Saúde.

Considerando a crescente padronização dos hábitos alimentares e a aculturação das nossas tradições, a Dieta Mediterrânica (que ainda se mantém uma tradição viva) está em risco de perder a sua importância histórica e cultural. Recorde-se que, com o objetivo de cuidar da sua preservação, foi apresentada, a 4 de dezembro de 2013, na 8ª Conferência Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural e Imaterial da UNESCO, em BAKU, uma candidatura transnacional da DM a Património Cultural Imaterial da Humanidade (PCIH), de onde resultou a integração de Portugal.

A Dieta Mediterrânica, além de promover um modelo de desenvolvimento mais harmonioso, contribui para comunidades mais saudáveis e ambientalmente mais sustentáveis.

A assinatura do protocolo decorreu na sala de seminários da Reitoria da Universidade do Algarve e contou, além do Instituto Politécnico da Guarda, com mais 18 Instituições de Ensino Superior (IES): Institutos Politécnicos de Beja, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu; universidades do Algarve, Aveiro, Coimbra, Évora, Porto e Trás os Montes e Alto Douro, bem como e três escolas não integradas (Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Escola Superior de Enfermagem do Porto e Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril). Nesse mesmo dia realizou-se a primeira reunião da Assembleia Geral da Rede.

Para o Presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, é “extremamente positiva a adesão a esta rede que é composta por mais 18 instituições de ensino superior, e que visa essencialmente, um trabalho profícuo de princípios multidisciplinares para a salvaguarda e valorização deste importante património imaterial de carácter internacional e que é representativo da nossa identidade enquanto povo”.

Ricardo Guerra, subdiretor da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH) do IPG, que representou o Politécnico da Guarda nesta cerimónia de criação da RIESDM, afirmou que “nesta rede teremos a oportunidade de estar envolvidos numa dinâmica de partilha e trabalho comum, envolvendo várias áreas de investigação do nosso instituto e cruzando as mesmas com outras iniciativas que estejam ou venham a ser dinamizadas.”

Por outro lado, referiu ainda, “serão partilhadas as boas práticas no âmbito da salvaguarda da Dieta Mediterrânica, e pretende-se ainda, aumentar a articulação destas com as outras entidades de responsabilidade na promoção e salvaguarda da Dieta Mediterrânica”.

Este modelo alimentar resulta da tradição gastronómica da bacia do Mediterrâneo, onde a produção de azeite tem um elevado peso, implicando uma ingestão predominantes de alimentos de origem vegetal (complementados por azeite) e por um menor consumo de proteína animal, privilegiando o peixe e lacticínios, a para de uma equilibrada ingestão hídrica, onde surge a recomendação do vinho consumido de forma moderada.

FONTE: Rádio Boa Nova

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