74% dos portugueses procuram uma alimentação mais saudável

07 maio 2019

Os portugueses demonstram uma preocupação cada vez maior no que à alimentação saudável diz respeito. Segundo o estudo “ShopperTrends” da Nielsen, 74% dos portugueses procuram ter uma alimentação mais saudável. Para atingirem esse objetivo, uma das principais medidas que tomam (em segundo lugar neste ranking) é o consumo de mais frutas, vegetais e leguminosas.

O consumo de frutas e legumes em Portugal tem vindo a aumentar ao longo dos anos de uma forma clara. A tendência aponta para uma diminuição dos lares que consomem menos frutas e legumes, ao passo que têm aumentado aqueles em que as frutas e legumes têm maior peso, assistindo-se, assim, a uma transferência de consumo dos primeiros para os segundos.

Verificam-se crescimentos significativos em frutas como a banana e em legumes como as cebolas e as cenouras. Também os produtos de 4.ª e 5.ª Gama (legumes, vegetais e saladas embalados, lavados e prontos a consumir) apresentam dinamismo, assim como os frutos secos.

Segundo Andreia Carvalho, Analytics Consultant CPS da Nielsen, “a percentagem de portugueses que procuram ter uma alimentação mais saudável aumenta de ano para ano, assim como a introdução de frutas e legumes nos seus hábitos de consumo. Por essa razão, temos todos os motivos para acreditar que esta continuará a destacar-se como uma forte tendência no mercado nacional”.

Consumo mais importante para os seniores
Tendo em conta estes pressupostos, a Nielsen, a partir do seu painel de lares, segmentou, nesta análise, os lares em quatro grupos, de acordo com o seu gasto em frutas e legumes.
Observou-se, então, que existe um grupo de lares em que as frutas e legumes têm um maior peso na cesta de compras. Esse grupo é constituído por um perfil mais sénior, com um agregado menor e sem crianças no lar. Este segmento, de menor dimensão (19%) e mais envelhecido, é aquele que concentra o maior gasto em frutas e legumes (36%), mostrando preocupar-se com a saúde e tendo uma cesta composta maioritariamente por produtos frescos.

O segmento com menor percentagem de frutas e legumes na sua cesta corresponde a um perfil mais jovem, com um agregado de maior dimensão e com crianças no lar. Apesar de também comprarem produtos frescos, a sua cesta de compra inclui, de uma forma significativa, produtos de conveniência (mais práticos, que facilitam o seu dia-a-dia) e de indulgência (que lhes oferecem momentos de satisfação). Este é um perfil de famílias com vidas mais ativas, que se permitem a momentos de indulgência e que procuram produtos que lhes façam poupar algum tempo para as atividades de que mais gostam (note-se que, segundo o “Índice de Confiança” da Nielsen, a principal preocupação dos portugueses, para além da saúde, é o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional). Os hipermercados possuem mais relevância para este comprador, por comparação ao segmento anterior mais envelhecido.

FONTE: Revista Grande Consumo

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