Come, come, come e não engorda? A ciência explica

01 fevereiro 2019

Equipa internacional de investigadores comprovou que ser magro ou gordo pode ser uma questão genética.

Nas últimas décadas, vários cientistas procuraram descobrir centenas de mudanças genéticas responsáveis por tornar as pessoas mais propensas a engordar ou a emagrecer, mas nunca ficou explicado por que razão há quem muito coma e nunca engorde - até agora. De acordo com a BBC, uma equipa internacional de investigadores diz que é tudo uma questão de herdar o conjunto de genes certo (mais do que fazer uma boa dieta ou adotar um estilo de vida saudável).

Para este estudo, publicado na revista científica americana PLOS Genetics, foram analisadas amostras de ADN de 1600 pessoas saudáveis e magras (com um índice de massa corporal menor que 18) e comparadas com as de duas mil pessoas gravemente obesas e 10 400 com peso normal. Todas elas do Reino Unido.

Além dos dados de laboratório, também foram tidos em conta questionários sobre o estilo de vida destas pessoas, para que fossem descartados casos de distúrbios alimentares. Através do cruzamento entre estas informações, os cientistas concluíram que as pessoas obesas tinham maior probabilidade de serem portadoras de um conjunto de genes ligados ao excesso de peso. Já as pessoas magras não só detinham menos genes ligados à obesidade como registavam alterações nas regiões genéticas associadas à magreza saudável.

Sadaf Faroogi, chefe da equipa de cientistas e investigadora na Universidade de Cambridge, disse que esta pesquisa veio comprovar que "temos muito menos controlo sobre o nosso peso do que poderíamos pensar".

A investigação "mostra, pela primeira vez, que as pessoas magras e saudáveis são geralmente magras porque têm uma menor carga de genes que aumentam as probabilidades de uma pessoas estar acima do peso e não porque são mentalmente superiores, como algumas pessoas gostam de sugerir", explica. Por isso, a cientista pede que as pessoas deixem de ser tão críticas relativamente ao peso dos outros. "É fácil apressar o julgamento e criticar as pessoas pelo seu peso, mas a ciência mostra que as coisas são muito mais complexas", remata.

A longo prazo, Sadaf pretende até que estes desenvolvimentos científicos ajudem a encontrar novas estratégias para perda de peso.

FONTE: Diário de Noticias

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