Açúcar ou adoçantes: Qual é, afinal, o mal menor?

08 janeiro 2019

Uma endocrinologista e uma nutricionista explicam à VISÃO as vantagens de se consumir mais açúcar ou adoçantes, tanto naturais como artificiais, dependendo da sua quantidade e composição

"O ideal era optarmos por não consumir nenhum dos dois, mas sim escolher alimentos naturais sem adicionarmos açúcar ou adoçantes", esclarece, em primeiro lugar, Vaneska Spinelli, médica endocrinologista do Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

Isto porque o consumo excessivo de açúcares, no geral, está relacionado com o aumento de peso, assim como do risco de obesidade e diabetes. A médica refere que, se por um lado, o açúcar aumenta o risco de qualquer um destes problemas - sendo que o refinado é pior do que o mascavado -, por outro lado, os adoçantes, sendo substâncias químicas artificiais, podem modificar a flora do intestino e provocar problemas de saúde.

Já Ana Bravo, nutricionista na clínica Saudarte, no Porto, e criadora do blogue Nutrição com Coração, refere que a grande vantagem dos adoçantes é que os artificiais não fornecem calorias. A nutricionista diz que o seu poder adoçante é superior a qualquer outro açúcar, apesar de a palatabilidade não ser a mesma, e considera o seu uso seguro, "desde que em quantidades razoáveis".

O mesmo não se aplica aos adoçantes naturais, esclarece Ana Bravo. "À exceção do stevia, todos os outros adoçantes naturais utilizados pela indústria, como o xarope de amido, o sorbitol, o manitol, o xilitol, o maltitol e outros, como forma de substituir o açúcar e que alegam não conter açúcar, fornecem calorias ao organismo", explica.

Devido à presença de calorias em alguns dos tipos de adoçantes presentes no mercado, Vaneska Spinelli diz que é importante que o consumidor esteja atento às restrições aplicadas ao uso de cada um, assim como às próprias calorias que fornecem, já que podem não ser adequados para quem pretende perder peso e existem alguns que não são aocnselhados a grávidas e crianças.

Apesar disso, a médica afirma que alguns adoçantes têm maior poder para adoçar do que o açúcar e que, por conterem poucas calorias, podem ser vantajosos em certos programas de perda de peso.

Já o açúcar, constituído por 99% de sacarose, fornece quatro calorias por cada grama, de acordo com Ana Bravo e, embora os açúcares amarelo ou mascavado forneçam uma percentagem um pouco inferior de açúcar, apresentam, aproximadamente, as mesmas calorias por grama.

Em relação aos diabéticos, Vaneska Spinelli afirma que os adoçantes são mais vantajosos, já que "elevam menos os níveis de açúcar no sangue comparativamente ao açúcar", o que permite um melhor controlo dos níveis de glicose. Mas, para indivíduos saudáveis e magros, a médica diz que "não há qualquer vantagem em optar por adoçantes ao invés de açúcar".

"O açúcar é perfeitamente viável, desde que não ultrapasse o limite aconselhado pela OMS", afirma Ana Bravo. Tendo em conta que existe em tantos produtos alimentares, excluir o açúcar de adição é uma medida a ter em consideração".

No geral, é importante que se evite adicionar qualquer tipo de açúcar no café, chá, sumos e frutas, por exemplo, assim como não ingerir com muita frequência bolos, bolachas e outros doces de pastelaria, uma vez que contêm uma grande quantidade de açúcar.

FONTE: Revista Visão

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