Sistema de rótulos com cores foi suspenso

21 novembro 2018

Decisão suspende processo de implementação do novo sistema de rotulagem pela Nestlé que deveria arrancar este ano em Portugal

Primeiro foi a Mars e agora foi a vez da Nestlé, Coca-Cola, Mondelez e a Unilever deixarem cair o novo sistema de rotulagem que, através de um sistema de cores, presta informação nutricional adicional sobre os produtos alimentares. O Evolved Nutrition Label (ENL) deparou-se com um semáforo vermelho para a sua implementação no mercado europeu. Em Portugal, a Nestlé suspendeu a implementação dos novos rótulos que estava previsto avançar já este ano.

“Em Portugal, estávamos na fase de preparação, com a avaliação do nosso portefólio e com a definição das categorias que iriam entrar neste novo esquema de rotulagem nutricional”, refere fonte oficial da Nestlé Portugal, em que ponto estava a implementação deste projeto anunciado em maio pela multinacional.

“As empresas [promotoras do ENL] reconhecem que a falta de uma definição europeia sobre porções levou a um conhecimento insuficiente e apoio ao esquema proposto. Neste contexto, e na ausência de uma definição legal de porção, as empresas decidiram suspender os testes do ENL para a comida”, dizem as empresas num comunicado conjunto.

No que consiste o ENL?
No mercado nacional, a Nestlé já anunciado que ainda este ano pretendia implementar este sistema de rotulagem adicional nas embalagens dos seus produtos. Desde março de 2017, que a companhia, juntamente com outras grandes multinacionais do sector alimentar e das bebidas, estava a trabalhar no desenvolvimento de um esquema de rotulagem nutricional colorido baseado em porções de referência.

Os atuais rótulos monocromáticos com informação nutricional apresentam os valores de lípidos, glícidos, açúcar ou sal por cada 100 g, informação que, normalmente, surge na zona lateral ou na parte de trás da embalagem.

O ENL seria apresentado logo na frente da embalagem do produto e adiciona um semáforo de cores aplicado aos nutrientes contidos numa porção de referência, definida com base no consumo numa única toma.

A porção recomendada por cada categoria de produto estava a ser definida por Bruxelas, que tinha em mãos uma proposta, criada por investigadores de universidades com a colaboração da indústria alimentar, com o objetivo de se chegar a porções recomendadas uniformes em cada produto. Por exemplo, 40 g para os cereais de pequeno almoço ao qual é sobreposto o esquema de cores.

Foi precisamente a dificuldade em definir legalmente o termo porção para cada produto (cereais, chocolates, bolachas, etc) que levou a este desfecho, pelo menos, no que toca à comida.

“Testes de rotulagem com base num sistema de cores irão continuar. As bebidas não são consumidas em porções menores do que 100 ml, o debate sobre as porções na rotulagem não se aplica”, referem as multinacionais em comunicado.

FONTE: Dinheiro Vivo

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