20 minutos de sol por dia e a vitamina D

05 novembro 2018

Uma pessoa que exponha braços e pernas ao sol durante 20 minutos por dia, entre abril e setembro, obtém a vitamina D de que precisa para o ano inteiro, explica o médico reumatologista José Pereira da Silva, Professor na Universidade de Coimbra. 

"Ninguém deve expor-se ao sol ao ponto de ficar queimado", mas tem a possibilidade de obter a "dose simples" necessária com vinte minutos de sol por dia, alerta o médico reumatologista José Pereira da Silva.

Esta "dose simples" a que se refere o professor de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) pode ser assegurada, nos meses mais soalheiros do ano, entre as 10h00 e as 16h30. "A grande fonte desta vitamina é o sol, que transforma colesterol em vitamina D", refere.

Pereira da Silva salientou que "os portugueses têm muito sol, mas em geral fogem dele ou cobrem-se com protetor solar", tal como acontece com os habitantes do Norte de África e do Médio Oriente, que envergam roupas pretas, "por hábito ou razões culturais".

Além dos benefícios esqueléticos e musculares, a vitamina D é indispensável para combater diversos tipos de cancro, hipertensão, infeções e doença de Alzheimer, entre outras enfermidades.

O défice de vitamina D é um problema que afeta cerca de mil milhões de pessoas em todo o mundo.

Portugueses com pouca vitamina D, diz estudo
Com uma amostra de cerca de 3.000 indivíduos de todo o país (continente e regiões autónomas) e com idades entre os 18 e os 64 anos, a investigação "Deficiência de Vitamina D em Portugal: Um mito ou uma realidade?" permitiu em 2016 obter dados representativos dos níveis de vitamina D na população portuguesa pela primeira vez.

O estudo conclui que 15% da população apresenta deficiência grave de vitamina D e que no género feminino e indivíduos não caucasianos existe uma maior tendência para níveis deficientes desta vitamina, sendo que a faixa etária mais deficitária se encontra entre os 46 e os 64 anos.

A falta de vitamina D está associada a maior risco de infeções, doenças autoimunes, oncológicas e cardiovasculares, manifestando-se através de sintomas como sensação de cansaço, falta de energia, dores musculares, pele e boca mais seca, entre outros, recorda a especialista.

Para além da sintetização da vitamina D através da exposição solar, esta pode ser encontrada na alimentação, embora em menor quantidade. Peixes gordos, como sardinha, salmão ou sargo, estão entre os alimentos mais ricos em vitamina D.

FONTE: Lifestyle_Sapo

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