Pequeno-almoço: uma refeição a privilegiar

31 agosto 2018

Embora todas as refeições sejam importantes, o pequeno-almoço, por ser o primeira do dia, tem um papel especial durante o período de repouso (cerca de 8 horas), o organismo está em total jejum e por isso quando acordamos é necessário garantir a energia e os nutrientes necessários para o começo do dia.

Como somos todos diferentes, existem pessoas que acordam sem vontade de comer. E muitos são aqueles que saltam esta refeição, passando as primeiras horas do dia em jejum e fazendo do almoço a sua primeira refeição.

A mais importante ou não, o pequeno-almoço tem a sua relevância no organismo e nós explicamos-lhe porquê.
Um sono considerado bem dormido dura cerca de 6 a 8 horas seguidas. Durante o sono, o corpo humano continua a manter as suas funções fisiológicas básicas necessárias e a gastar energia. Enquanto estamos a dormir, o organismo vai buscar às suas reservas a energia necessária para manter essas funções. Assim, há a necessidade de repor a energia gasta ao acordar, na primeira refeição do dia, o pequeno-almoço.

Segundo o artigo sobre a importância do pequeno almoço, publicado pelo Instituto Português de Cardiologia, o facto de adiarmos a toma do pequeno-almoço, prolongando o jejum, vai obrigar a que o corpo continue a ir buscar energia às reservas e desacelere o metabolismo. Esta ação acaba por provocar uma maior sensação de sonolência e fadiga, o que leva a um desempenho físico e cognitivo menor.
A ingestão de um pequeno almoço completo contribui para regular o apetite, melhorar o humor, ao mesmo tempo que diminui a ansiedade e irritabilidade. Mais uma vez, a alimentação a refletir-se no que somos.

Assim, a importância do pequeno almoço pressupõe que o mesmo contenha os nutrientes em quantidades adequadas, de modo a repor os níveis de energia.

Para um pequeno almoço ser considerado equilibrado e para quebrar as horas de jejum durante o sono, é importante que faça a ingestão correta dos nutrientes em falta.
Durante o pequeno almoço é recomendado fornecer ao organismo cerca de 20% a 25% das necessidades energéticas diárias e por isso é importante consumir uma fonte de hidratos de carbono, gorduras e, proteína, mas também fontes de nutrientes reguladores como fibras, vitaminas e minerais.
Cereais, fruta e um produto lácteo devem compor o pequeno-almoço. Uma fatia de pão com queijo ou uma taça de cereais de pequeno-almoço com leite, aos quais se junta uma peça de fruta, são apenas dois exemplos. Os alimentos escolhidos ficam à consideração das preferências e necessidades individuais.

É preciso ter em atenção que os hidratos de carbono vão fornecer energia, que a fibra vai ajudar na regulação do transito intestinal e, em conjunto com os hidratos de carbono, permite que o fornecimento de energia dado ao organismo pelos hidratos de carbono seja gradual e constante, evitando os picos de apetite.

As gorduras sugeridas são sempre as insaturadas, como as que estão presentes nos frutos secos ou nos cremes vegetais.

Já a proteína ajuda no reforço muscular mantendo os tecidos saudáveis e melhorando as funções cognitivas. Os minerais e vitaminas são importantes nas funções básicas do organismo e no adequado funcionamento do sistema nervoso.

É essencial não esquecer a importância de uma fonte de hidratação durante o pequeno almoço.

A importância do pequeno almoço também está relacionada com o controlo da saciedade durante a manhã. Geralmente, quem salta o pequeno almoço, chega à hora de almoço com mais fome acabando por ingerir maior quantidade de alimentos.

Como todas as refeições que fazemos ao longo do dia, o pequeno almoço tem a sua devida importância, pois quebra o jejum feito após o período do repouso.
Pode preferir fazê-lo assim que acorda. Ou um pouco mais tarde, quando está quase a sair de casa. O importante é que não salte esta refeição e dê ao seu organismo o que ele necessita para começar o dia da melhor forma.

FONTE: Nestlé

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