Alimentos diet também podem levar à diabetes e obesidade

09 maio 2018

Tanto o açúcar como os adoçantes artificiais apresentam efeitos negativos ligados à obesidade e à diabetes, embora através de mecanismos muito diferentes entre si, revela uma nova investigação realizada nos EUA. A pesquisa sugere que a mudança de refrigerante normal para diet pode ser uma troca infrutífera.

As preocupações crescentes com a saúde têm levado à troca de certos alimentos pelas suas versões com zero calorias, na esperança de ingerir menos açúcar e fazer ‘um mal menor’. Mas um novo estudo divulgado agora pela Federação das Sociedades Americanas para a Biologia Experimental (FASEB) vem revelar que estes também podem levar à diabetes e obesidade.

Este aumento da consciência para se ingerir menos açúcar estimulou um aumento dramático no consumo de adoçantes artificiais sem calorias nas últimas décadas. No entanto, uma nova pesquisa descobriu que as substituições de açúcar também podem causar alterações na saúde relacionadas com estas doenças, sugerindo que a mudança de refrigerante normal para diet pode ser uma troca infrutífera.

Adoçantes artificiais são um dos aditivos alimentares mais comuns em todo o mundo, frequentemente consumidos em dietas e refrigerantes sem caloria e outros produtos. Segundo a FASEB, este novo estudo é o maior até agora que acompanha as mudanças bioquímicas no corpo, após o consumo de açúcar ou substitutos de açúcar. Os pesquisadores também analisaram os impactos na saúde vascular estudando como as substâncias afetam o revestimento dos vasos sanguíneos. Os estudos foram realizados em ratos e culturas de células.

«Apesar da adição desses adoçantes artificiais não calóricos às nossas dietas diárias, ainda houve um aumento drástico na obesidade e no diabetes», diz em comunicado o pesquisador Brian Hoffmann, professor assistente no departamento de engenharia biomédica da Faculdade de Medicina de Wisconsin e Universidade de Marquette. «Nos nossos estudos, tanto o açúcar quanto os adoçantes artificiais parecem apresentar efeitos negativos ligados à obesidade e diabetes, embora através de mecanismos muito diferentes entre si», explica o investigador.

A equipa alimentou diferentes grupos de ratos com dietas ricas em glicose ou frutose (tipos de açúcar), ou aspartame ou acessulfame de potássio (adoçantes artificiais sem calorias comuns). Após três semanas, os pesquisadores observaram diferenças significativas nas concentrações de compostos bioquímicos, gorduras e aminoácidos em amostras de sangue.

Os resultados sugerem que os adoçantes artificiais mudam a forma como o corpo processa a gordura e obtém energia. Além disso, os investigadores descobriram que o acesulfame de potássio parecia «acumular-se no sangue, com concentrações mais altas tendo um efeito mais prejudicial nas células que revestem os vasos sanguíneos. «Observamos que, com moderação, o corpo tem mecanismos para lidar com o açúcar; é quando o sistema fica sobrecarregado por um longo período que esse mecanismo se desfaz», disse Hoffmann. «Também observamos que a substituição desses açúcares por adoçantes artificiais não calóricos leva a mudanças negativas no metabolismo da gordura e da energia; acrescenta.

Então, o que é pior, açúcar ou adoçantes artificiais? Os pesquisadores alertaram que os resultados não fornecem uma resposta clara e a questão requer mais estudos. É bem conhecido que o alto teor de açúcar na dieta está ligado a resultados negativos na saúde e o estudo sugere que os adoçantes artificiais também.

«Não é tão simples como ‘parar de usar adoçantes artificiais’ é a chave para resolver os resultados gerais de saúde relacionados com a diabetes e a obesidade. Se consome regularmente essas substâncias estranhas (como no caso do açúcar), o risco de resultados negativos na saúde aumenta. Tal como acontece com outros componentes da dieta, eu gosto de dizer às pessoas que a moderação é a chave, quando alguém acha difícil cortar completamente algo da sua dieta».

FONTE: Mood_Sapo

Associadas

Parcerias

Objectivos

‘‘Os objectivos da ANIL centram-se na defesa dos interesses e representação do sector, no acompanhamento das matérias legislativas, normativas, ambientais, económicas e técnicas que contribuam para o desenvolvimento da indústria láctea em Portugal...

Calendário

Próximos Eventos

Redes Sociais

Top
Cookies make it easier for us to provide you with our services. With the usage of our services you permit us to use cookies.
More information