Portugueses consumiram menos 5.600 toneladas de açúcar em 2017

08 março 2018

Bruxelas congratula-se com medidas na área da promoção da saúde e prevenção da doença em geral. Comissão Europeia Bruxelas destaca medidas como a tributação das bebidas açucaradas, cujo impacto, diz o Governo, se traduziu na redução do consumo de açúcar, além de levar a indústria a produzir bebidas com menos açúcar.

Os portugueses consumiram menos 5.600 toneladas de açúcar no último ano, devido à taxa das bebidas açucaradas. O número é avançado pelo Ministério da Saúde, que dá conta que está a discutir com a indústria e a distribuição a reformulação de produtos alimentares com vista à redução dos teores de sal e açúcar. Bruxelas elogia Portugal na promoção da saúde e prevenção da doença em geral, destacando o exemplo da tributação do açúcar.

Dois meses depois da Organização Mundial de Saúde (OMS), é agora a Comissão Europeia a reconhecer o conjunto de iniciativas que têm vindo a ser adotadas pelo Ministério da Saúde, no âmbito da promoção da saúde e prevenção da doença. Entre as quais está a tributação do açúcar cujos resultados superaram as melhores expectativas do Governo, levando a uma redução do consumo calculada em 5.600 toneladas de açúcar, revela um comunicado do ministério da Saúde que dá conta de uma carta endereçada ao secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, onde são feitos os elogios.

O responsável da Comissão Europeia pela área da Saúde Pública, John F. Ryan, destaca, com “apreço”, as políticas vanguardistas que o Governo português tem implementado na área da saúde pública e prevenção da doença em geral. É ainda dado “destaque positivo” à atuação nos campos da nutrição e atividade física.

Depois da implementação de medidas como a tributação das bebidas açucaradas ou a alteração da disponibilidade alimentar nas instituições do SNS, o responsável da Comissão Europeia vem sublinhar que Portugal adotou e implementou políticas, em benefício dos cidadãos, “fortemente suportadas pela evidência científica” e identificadas pela OMS.

De facto, segundo o Executivo, os resultados da tributação sobre as bebidas açucaradas superaram as melhores expectativas do Governo, levando à redução para metade do consumo das bebidas mais açucaradas (com mais de oito gramas por 100 mililitros). Além de se traduzir num encaixe de 80 milhões de euros para o pagamento das dívidas do Serviço Nacional da Saúde (SNS) e de levar a indústria a produzir bebidas com menos açúcar.

O aplauso de Bruxelas surge numa altura em que o Governo já sinalizou que o objetivo de tornar a alimentação dos portugueses mais saudável vai agora ser retomado através de um acordo que o Ministério da Saúde está a preparar com a indústria agroalimentar, com vista à reformulação de produtos.

Alimentos como cereais, refrigerantes, batatas fritas, sopas prontas a consumir, bolachas, iogurtes, leite com chocolate ou tostas deverão ser reformulados no seguimento deste acordo, explicou Fernando Araújo, adiantando que no acordo ficarão definidas as responsabilidades das partes que, no caso da indústria, será produzir alimentos com menos quantidades de sal e açúcar.

Bruxelas elogia Portugal na promoção da saúde
Medidas na área da promoção da saúde e prevenção da doença em geral aplaudidas pela Comissão Europeia Bruxelas destaca medidas como a tributação das bebidas açucaradas.

Dois meses depois da Organização Mundial de Saúde (OMS), é agora a Comissão Europeia (CE) a reconhecer o conjunto de iniciativas que têm vindo a ser adotadas pelo Ministério da Saúde, no âmbito da promoção da saúde e prevenção da doença.

Em comunicado, o Ministério liderado por Adalberto Campos Fernandes revela que o responsável da Comissão Europeia pela área da Saúde Pública, John F. Ryan, destacou, numa carta endereçada ao secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, o “apreço” pelas políticas vanguardistas que o Governo Português tem implementado na área da saúde pública e prevenção da doença em geral. É ainda dado “destaque positivo” à atuação nos campos da nutrição e atividade física.

Depois da implementação de medidas tais como a tributação das bebidas açucaradas ou a alteração da disponibilidade alimentar nas instituições do SNS, o responsável da Comissão Europeia vem sublinhar que Portugal adotou e implementou políticas, em benefício dos cidadãos, “fortemente suportadas pela evidência científica” e identificadas pela OMS.

E defende ainda que é “essencial” a visão política e o poder executivo serem utilizados “para melhorar a saúde dos cidadãos da União Europeia”.

O Ministério da Saúde avança ainda que numa altura em que está a discutir com a indústria e a distribuição, a reformulação de produtos alimentares com vista à redução dos teores de sal e açúcar, é feita referência à importância de serem os governos a promover e monitorizar a reformulação, bem como a reduzir a pressão da publicidade junto das crianças.

Na carta lê-se ainda uma palavra de agradecimento a Portugal “pelo contínuo e valioso contributo para o trabalho do Grupo de Alto Nível sobre Nutrição e Atividade Física”.

No início de janeiro, Zsuzsanna Jakab, diretora regional europeia da OMS, tinha também enviado uma carta ao Ministério da Saúde a congratular pela adoção da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS). Portugal foi então referido como estando na dianteira da implementação de medidas, “notáveis” e “corajosas”, que promovem um modo de vida mais saudável.

A Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável, pela primeira vez elaborada com o contributo e aprovada por despacho conjunto de vários ministérios, visa incentivar o consumo alimentar adequado e melhorar o estado nutricional dos cidadãos.

Alinhada com a Estratégia, o Ministério da Saúde recorda que tem vindo a adotar uma série de medidas no âmbito da promoção da saúde e prevenção da doença, como, por exemplo, a tributação das bebidas açucaradas que, só em 2017, resultou numa redução do consumo de açúcar na ordem das 5.600 toneladas.

Uma medida aplaudida, na semana passada, durante o evento de lançamento da campanha “Açúcar Escondido” e de assinatura dos Protocolos com as televisões (com o objetivo de informar e capacitar os cidadãos para escolhas saudáveis), pelo dirigente da OMS, João Breda.

“Portugal afirma-se, desta forma, na vanguarda das políticas de promoção de Saúde Pública, na Europa”, avança o comunicado. De acordo com o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde “o caminho é para continuar a ser trilhado”.

FONTE: Jornal Economico

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