Há a necessidade de tornar a alimentação numa moda

10 novembro 2017

Célia Craveiro, presidente da Direção da Associação Portuguesa de Nutrição,  foi recentemente entrevistada pelas Vozes ao Minuto.

Nunca se falou tanto de alimentação e nutrição como nos dias de hoje. Se outrora o tema era abordado apenas numa ótica de melhor estratégia para um emagrecimento de sucesso, o tema é agora falado, replicado e mitificado tendo em conta a sua importância para a saúde. Mas será que tudo o que se diz e se lê é pertinente? Nem por isso.

Naquele que foi o Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis, fez todo o sentido abordar a importância do equilíbrio e variedade, não tivessem sido estas duas as palavras de ordem da conversa que tivemos com Célia Craveiro, presidente da Direção da Associação Portuguesa de Nutrição desde 2014.

E falar em equilíbrio e variedade é fazê-lo no que diz respeito ao que se come, mas também no que diz respeito ao que se lê. "A quantidade de informação é tanta e quantidade nem sempre é sinónimo de qualidade", diz-nos.

Para a nutricionista, está mais do que na hora de formar e informar, mas, para tal, é preciso apostar na ciência e na investigação, algo que a (agora) Associação Portuguesa de Nutrição (APN) se compromete a fazer.

Trinta e cinco anos de associação e um novo nome (passou de Associação Portuguesa dos Nutricionistas para Associação Portuguesa de Nutrição). Porquê esta mudança e esta passagem de um cariz profissional para um cariz técnico-científico?
Mais do que uma passagem é uma evolução natural, tendo em conta o nosso contexto nacional da profissão e o contexto da Associação Portuguesa de Nutricionistas, que nasce com a condição de promover uma profissão, de salvaguardar o seu posicionamento até como profissional de saúde. Tudo isto em 1982 tinha, e ainda tem, esta lógica, obviamente, mas a profissão também fez um caminho que permitiu, ao fim de 35 anos, que a associação também pensasse o futuro da mesma e o futuro da mesma passa por sermos mais do que uma associação que diz respeito ao profissional, mas sim a uma área com alguma importância e destaque que se centra na atividade técnico-científica.

O objetivo da Associação Portuguesa de Nutrição é que sejamos quase o veículo intermediário entre o que de melhor na ciência se faz, passando-o para uma linguagem que o próprio profissional, que não é só o nutricionista, possa trabalhar a temática da nutrição com bases sólidas, mas também levar informação ao consumidor, ao cidadão, às empresas, a um setor de saúde, trabalhando aqui com uma associação que seja quase o agregador dessas partes todas envolventes da nutrição, não descurando, obviamente, os nossos associados, que são os profissionais.

Mas é verdade que existindo uma ordem [dos nutricionistas] que trabalha as questões da regulação da profissão e do acesso à profissão, a APN vê, aqui, uma oportunidade de abraçar uma área da nutrição que é muito ampla. Em 1982, [fazia-se] o que era necessário, nós agora não olhamos apenas para o que é necessário, mas mais para uma visão de futuro e de projeção da nutrição em Portugal.

E Portugal oferece recursos para se apostar na investigação na área da nutrição?
Tenho a certeza absoluta de que sim. Portugal é claramente um dos sítios onde há muita produção de ciência e muita investigação, podemos não ser comparados com muitos outros países que têm uma aposta até financeira, porque infelizmente é algo que precisa de ser visto, tem de haver uma aposta de cariz financeiro para a promoção de projetos e de investigação. Tivemos nos últimos dois anos um financiamento com os projetos que vieram aqui dar uma certa projeção, incluindo o nosso inquérito sobre a atividade física e o inquérito alimentar nacional, que vieram dar um cariz científico de algo que empiricamente já tínhamos muita certeza.

E como avalia a profissão de nutricionista nos dias de hoje?
Costumo dizer que o nutricionista tem uma vantagem e que deve aproveitá-la a nível académico e, depois, se projetá-la a nível profissional. O nutricionista é, em primeira linha, um profissional de saúde, por inerência ao que estamos habituados a pensar. No entanto, é um profissional de saúde com grande conhecimento também no setor agroalimentar e isso dá-lhe uma visão muito diferente de outros profissionais de saúde e de outros profissionais do setor agroalimentar. A única vantagem/desvantagem é que um nutricionista não pode estar parado, seja em termos académicos ou em termos de atualização da sua informação, da sua formação e dos seus conteúdos.

As notícias que saem, a informação e até a desinformação têm de ser filtradas e esse filtro deve ser feito pelos nutricionistas. É uma profissão que tem um reconhecimento muito diferente do que tinha quando a APN foi criada, no entanto, hoje sabemos que a sua penetração nos cuidados de saúde primários e no Serviço Nacional de Saúde ainda está longe dos números que seriam ideais. É uma profissão que ainda precisa de fazer o seu caminho para essa solidificação de postos de trabalho, isso também interessa, não deixa de ser um ponto que nos preocupa.

Há algo que não se trabalha tanto em saúde, que é a prevenção e o nutricionista é claramente um profissional de saúde de primeira linha para a prevenção e a prevenção, principalmente na área da saúde, devia ser vista como um investimento, não como um gasto, como um custo a longo prazo, mas como um investimento também de longo prazo e, para isso, os nutricionistas são os profissionais que estão mais bem preparados para auxiliar nessa missão.

A APN lançou recentemente um vídeo promocional intitulado de Na Vanguarda da Promoção da Nutrição. Por que razão ainda é preciso falar da importância daquilo que comemos com a quantidade de informação que existe?
A questão é mesmo essa, é que a quantidade de informação é tanta... e quantidade nem sempre é sinónimo de qualidade. As questões da nutrição são tantas que os estudos, as investigações e o que nós tínhamos como certo vai mudando e é preciso que se tenha a perceção de que essa mudança não é só uma questão de modas ou tendências ou até de posicionamentos pessoais. Muitas [mudanças] são baseadas no que temos de melhor a nível de trabalho feito e trabalhadas de acordo com a nossa sociedade, onde estamos inseridos e que dados temos.

Há muita informação sobre uma alimentação saudável ou uma alimentação equilibrada, mas, depois, os nossos dados de saúde não são coincidentes porque a informação é muita. E o que é que leva as pessoas a não seguirem a informação certa? Isso é um trabalho que é moroso e é aí que achamos que a APN pode ser um auxílio, pode ser um veículo de informação, pode ser promotora de projetos que no futuro possam chegar ao consumidor e ter impacto.

Qual a relação dos portugueses com a nutrição? Há uma maior consciência, mas, por exemplo, as nossas crianças estão cada vez mais obesas...
É o que lhe digo, essa maior consciência nem sempre se reflete nos dados e, neste momento, apesar da maior consciência, de já haver medidas e até alguma pro-atividade de quem fornece alimentos, que surgem com caraterísticas mais interessantes, e de haver já algumas correntes dentro dos consumidores que procuram produtos mais adaptados a nível nutricional, ainda temos uma boa franja da população que não sei se tem essa consciencialização tão grande e o ambiente que a rodeia não lhe permite ter acesso a alimentos que sejam promotores de uma alimentação que seja mais equilibrada e dita saudável, mas saudável é também um conceito difícil.

Acho que há uma noção mais clara da nutrição e da importância da alimentação, mas acho que ainda temos um longo trabalho a fazer para que essa noção passe a mudanças comportamentais que demoram. Há uma relação afetiva com a alimentação que não há, por exemplo, quando se fala de tabaco ou de álcool. A maneira como vemos a alimentação, que está num ambiente muito cultural e familiar que não pode ser perdido, é diferente.

É muito interessante conseguirmos, aqui, promover o equilíbrio que nem sempre é fácil, mas também garantindo, que é o ponto fulcral, que todas as pessoas tenham acesso a formação em literacia nutricional e alimentar, mas também que o ambiente que as rodeia seja promotor dessas mudanças. Hoje em dia, o acesso a uma alimentação mais equilibrada tem custos adicionais que têm de ser trabalhados.

A dieta mediterrânea é uma das mais cobiçadas, até mesmo pela ciência, mas os portugueses parecem estar a afastar-se cada vez mais desse padrão alimentar que nem é assim tão caro como outros que estão mais na moda.

Exatamente, mas ainda para a promoção da dieta da mediterrânea é a tal questão, ainda há um conhecimento que tem de ser feito, ainda há um trabalho que tem de ser realizado no âmbito de as pessoas perceberem que a alimentação mediterrânea é mais do que um padrão alimentar, é um estilo de vida que apela a uma alimentação mais descomplicada, mais simples, tal como nos nossos antepassados, mas ainda há uma certa reticência a isso, mentes complexas, chamemos assim.

A alimentação mediterrânea não é uma alimentação extravagante, exagerada, mas tem de ser trabalhada e dou-lhe um exemplo: há ainda muitas reticências em voltar a usar as leguminosas como nos anos 60 ou 70, porque agora não é uma comida tão bem vista, não é uma comida tão bonita, faz-nos lembrar tempos menos simpáticos em que passávamos fome. Mas acho que, de um momento para o outro, a cultura portuguesa, passou para uma fase em que alguns alimentos foram deixados para trás, as leguminosas, os caldos, os ensopados, que eram parte de uma alimentação mais comedida, não era habitual ter 200 gramas de carne para cada pessoa no prato.

Mas o que é que poderia ser feito para desincentivar os portugueses a comer os alimentos que não fazem parte da alimentação mediterrânea, como os alimentos processados?
Temos de fazer aqui um excelente meio termo, porque o mundo move-se de uma maneira diferente e não podemos estar esquecidos deste meio que nos rodeia. Esta utilização de produtos mais processados veio trazer-nos outras vantagens, mais tempo e maior utilização de outros produtos que há 30 ou 40 anos seriam completamente impensáveis, uma maior oferta alimentar que não estamos dispostos a prescindir, mas temos de perceber o que é diário, o que é de vez em quando, o que é mensalmente... há espaço para todos os alimentos numa alimentação variada e equilibrada, no entanto, há uma necessidade de promovermos o facto de as refeições terem de ser feitas maioritariamente com produtos frescos, pois isso traz vantagem a nível nutricional.

Há alimentos processados e industrializados com enorme valor nutricional, mas há também alimentos industrializados que são maus e não é isso que se pretende. O iogurte é um alimento industrializado, o leite também e aqui a questão é - e digo-lhe que tenho muitas reticências em falar de alimentos processados e industrializados - a sua lógica, eles trouxeram à população uma acessibilidade a alimentos que de outra forma não seria possível, como os enlatados, por exemplo. Agora, têm é de ser consumidos numa base de variedade, tal como os processos culinários. Os fritos não podem ser uma base diária, embora seja o único processo que algumas famílias conhecem, tal como os grelhados com gordura.

Apostar na formação dos mais novos para temas de nutrição poderá ser o caminho? O que está a fazer a APN nesse sentido?
Acho que é o ponto chave. As tenras idades, as crianças e os jovens, precisam de ver a alimentação como algo importante e precisam de adquirir alguma informação. Há uns tempos isso quase não fazia parte dos planos curriculares. Há 20 ou 30 anos não era uma necessidade trabalhar estes temas. Há ainda uma faixa etária que precisa de ser trabalhada, que é possivelmente aquela geração que tem agora filhos pequenos ou em idade escolar e que tem acesso a uma variedade imensa de produtos e que quer dar o melhor. O melhor nem sempre é o melhor, é o que está na moda. As pessoas não sabem por desinformação.

Trabalhar o tema da nutrição nas escolas devia ser uma prioridade.

Portugal tem já uma taxa para os produtos açucarados e planeia implementar uma taxa para o sal. Estas medidas chegam em bom tempo ou já tarde?
Têm sempre de ser implementadas medidas com alguma coerência, mais do que uma simples taxação, acho que devem ser apoiadas com reforço de informação ao consumidor sobre o porquê dessa taxação.

Tenho alguma dificuldade em dizer se é [uma medida] de contrassenso ou boa, porque há outras medidas que, certamente, teriam mais lógica e poderiam ter efeitos imediatos, mas temos de ver se a taxação traz um efeito imediato ou a longo prazo. Depois também temos de ver que alimentos serão taxados e se há uma coerência nessa taxação, porque uma taxa não pode ser aplicada como uma medida isolada.

Até a própria Organização Mundial da Saúde fala nas medidas fiscais como diretrizes de trabalho e ação, mas lá está, há outras e eu gostaria mais de ver essas outras do que uma simples taxação, até para o consumidor não achar que há uma imposição ou uma penalização, mas sim uma medida coerente de política alimentar e nutricional.

Os resultados na saúde serão tão notórios como o esperado ou desejado?
Gostaria de dizer um sim, não ou talvez, porque, realmente, tivemos a taxação relativamente aos refrigerantes com um determinado nível de açúcar, mas não me parece que a médio prazo haja alterações a nível de dados de saúde, o que vamos ter serão alterações a nível de dados de consumo.

Nos dias que correm há cada vez mais pessoas a deixarem de consumir proteínas animais. Afinal ingerir carne/peixe é ou não essencial para uma dieta equilibrada?
O nosso guia alimentar português é a roda dos alimentos portuguesa, que passa a mensagem de uma alimentação variada e equilibrada e que inclui produtos de origem animal, carne, peixe, ovos e lacticínios. O consumo destes alimentos é muito singelo, estamos a falar de cerca de 90 a 100 gramas por dia, se não me falha a memória. Ou seja, o nosso consumo de produtos de origem animal tem toda a lógica numa alimentação variada e equilibrada e traz-nos um aporte nutricional diferente dos seus substitutos. Não digo que sejam melhores ou piores, são diferentes. E para uma alimentação equilibrada tem toda a lógica essa variedade, no entanto, requer um consumo mais modesto de alguns produtos e isso nem sempre acontece, porque há um desequilíbrio alimentar que faz com que uma boa parte da população que tenha muito do seu dia alimentar baseado em produtos de origem animal.

Em termos de sustentabilidade alimentar, sabemos que temos de diminuir ou ter um consumo mais equilibrado de produtos de origem animal e proceder a uma substituição com produtos de origem vegetal que quase que foram esquecidos, como é o caso das leguminosas, que não fazem parte da base diária da nossa alimentação quando deveriam fazer.

Fazer uma alimentação vegetariana ou vegan restrita é uma opção alimentar como outras tantas, não a torna mais ou menos saudável, torna-a mais equilibrada em alguns consumos e menos equilibrada noutros, portanto, é uma opção alimentar que deve ser também trabalhada de forma correta para que não se tenha exageros ou carências a nível nutricional. Não considero o vegetarianismo e o veganismo uma moda, porque não o é, mas sim um estilo de vida que tem cada vez mais no mercado produtos de origem vegetal. No entanto, para nós, alguns desses produtos também são considerados industrializados, têm adição de sal e açúcar, tal como numa alimentação convencional.

Há uma mensagem que temos de passar: a alimentação não tem de ser um fator de stress, nem deve ser um fator de angústia, mas tem de ser vista como parte integrante do nosso dia a dia, não de uma forma despreocupada, mas também não de uma forma complicada.

Voltou a falar dos produtos processados, mas nem todos são maus. Fala-se muito da inclusão do 'semáforo' nas embalagens, mas não faz falta uma maior formação para a leitura de rótulos?
Por mais que o cidadão tenha a noção dos produtos que são mais ou menos saudáveis, falta a base e a base é o entendimento da perceção do rótulo. Há duas coisas que eu acho que contribuem para isso: primeiro, ainda temos uma grande franja da população que ainda sofre de iliteracia a nível geral, não é só a nível de nutrição, não tem uma perceção de que possa ler um rótulo de uma forma simples e descomplicada; depois, o rótulo deve ser ensinado e trabalhado nas escolas, juntamente com um bom plano do que é uma alimentação equilibrada.

O rótulo em si, a forma como está trabalhado e assumido, através dos regulamentos da União Europeia, ainda não é de tão fácil perceção para o consumidor quanto isso.

Há ainda o mito de que os [aditivos] E fazem mal e os E são todos trabalhados na Europa com uma lista positiva dos que podem existir. São aditivos alimentares básicos, tipo vitamina C. Esse mito tem de terminar, se não caímos na descrença e na teoria que tudo é um drama para o consumidor.

A legislação que entrou em vigor em 2014 vem aqui clarificar os alergénios, que também causam alguma desconfiança, porque as pessoas pensavam que eram produtos químicos ou nefastos, quando, simplesmente, são ingredientes e alimentos que em algumas pessoas originam alergias ou intolerâncias.

Falando em alergénios, atualmente há uma espécie de 'boom' de alergias e intolerâncias alimentares. As pessoas já não comem glúten, já não bebem leite...
Às vezes há a necessidade de tornar a alimentação numa moda, numa tendência, mesmo que não perdure durante muitos anos. Há uma passagem de informação, muitas vezes através de figuras públicas, de que de a dieta de A, B ou C foi promotora de toda uma saúde e de todo um emagrecimento. Relativamente a alergias e intolerâncias, também aqui há claramente muita desinformação sobre a exclusão de produtos por ideologias.

Quem tem alergia e intolerância a determinado tipo de alimentos, realmente deve excluir ou diminuir o consumo, mas tudo depende de pessoa para pessoa.

Da mesma maneira que se promove uma dieta mediterrânea, que é um padrão alimentar, promover uma dieta sem glúten, uma dieta sem lactose ou uma dieta exclusiva não é de todo uma mensagem que se deva passar, muito menos por uma Associação Portuguesa de Nutrição. Chamar às dietas de exclusão um padrão promotor de saúde é muito relativo.

E o que tem a dizer sobre esta vaga de superalimentos como a clorela, a spirulina e as bagas de goji?
Acho que já não está tão 'in' como já esteve. Acho que os superalimentos são marketing, não tenho outra maneira senão dizer marketing. Não há definição alguma científica para superalimentos, há alimentos que a nível nutricional são muito mais interessantes do que outros, mas por serem mais interessantes é também mais difícil passar a mensagem de quantidades, porque as pessoas quando acham que um alimento é extremamente interessante, também exageram na dose. Tem de haver muito equilíbrio.

Há alimentos que vão sendo estudados e trabalhados como sendo ricos em nutrientes com benefícios para saúde, mas é muito difícil estudar quantidades. Dou o exemplo dos frutos secos: são muito interessantes, mas as pessoas exageram no consumo diário e deixam de ser alimentos que trazem benefícios para serem um alimento que traz exageros.

O que passa para o consumidor são os superalimentos, é o evitar o glúten, o evitar a lactose, o incluir o abacate, as goji, etc., e depois perdemos a noção da alimentação que estamos a fazer, ou passamos para uma alimentação tão restrita e trabalhada que chega a ser um frete, ou então há pessoas que acabam por dizer 'esqueça, vou continuar a comer o que sempre comi' e isso não é equilibrado nem promotor de saúde. Lá está, é informação que tem de ser filtrada e trabalhada e ver o que a ciência nos diz, porque há muita informação que passa e que não tem qualquer base científica.

Para finalizar, consegue fazer uma previsão sobre o futuro da nutrição?
Temos todos de ter alguma coerência de ação e trabalhar também com o que temos no nosso ambiente. A oferta alimentar terá de ser alterada, até por causa das diretrizes que estão a sair, quer do consumo de açúcar, quer do consumo de sal, quer do consumo de gordura trans. Esta alteração de produtos deve ser também acompanhada com informação ao consumidor e informação ao cidadão e confesso que é difícil trabalhar isso a curto prazo. Investiga-se muito a doença e o que ajuda na doença, mas temos de promover o estudo e projetos que se implementam no terreno e que tenham efeitos na prevenção.

Temos de conhecer a comunidade que nos rodeia, somos um país muito pequeno, mas um município do interior e um município do litoral são completamente diferentes até na disponibilidade alimentar que oferecem. É aí que temos de trabalhar, trabalhar com a comunidade, com as suas especificidades e com o melhor tem para oferecer.

FONTE: Noticias ao Minuto

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