Médico alerta que fígado gordo é a doença hepática mais frequente

09 outubro 2017

Maus hábitos alimentares e estilo de vida sedentário estão na origem do problema, alertam médicos especialistas da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Quando pensamos em fígado, as hepatites são as doenças que nos vêm logo à cabeça. Mas estas não são as mais frequentes, confirma o médico Arsénio Santos, coordenador do Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado (NEDF) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

O especialista chama a atenção para o fígado gordo ou esteatose hepática, aquela que "é já a doença mais frequente". "Ao contrário das hepatites virais, cujo número tenderá a baixar, e da doença hepática alcoólica, que continua a ser um problema entre nós mas que não tem aumentado em número de casos, prevê-se que o fígado gordo, resultante de maus hábitos alimentares e do estilo de vida moderno, seja cada vez mais frequente", refere Arsénio Santos.

Um aumento que não surpreende, uma vez que, acrescenta, "há uma relação direta entre os excessos da alimentação moderna, o estilo de vida sedentário e o aumento da incidência de fígado gordo".

"Este aumento tem também relação direta com o aumento do número de casos de obesidade, de diabetes e de dislipidemia, todas elas causa de fígado gordo. E a nossa capacidade para diminuir o número de casos destas doenças, e para as combater, passa essencialmente pela educação das pessoas para fazerem uma alimentação mais saudável, com menor consumo de gorduras e hidratos de carbono e maior ingestão de vegetais, e para adotarem estilos de vida menos sedentários, com atividade física regular", acrescenta o especialista.

Esta doença é um dos temas que vai estar em destaque nas XI Jornadas do NEDF, que se realiza a 6 e 7 de outubro, no Hotel Axis, em Viana do Castelo, um encontro que fomenta o debate entre os participantes, “a atualização de conhecimentos e a formação dos médicos internos”.

O presente e o futuro das hepatites será outro dos temas em discussão. Um presente que, garante o especialista, "é já muito gratificante, pois temos tratamentos que, embora dispendiosos, são muito eficazes e muito bem tolerados, tanto para a hepatite B como para a C".

"Quanto ao futuro, a erradicação destas doenças poderá ainda demorar algumas décadas mas é lícito esperar, nos próximos anos, uma diminuição drástica do número de novos casos de infeção e a médio prazo a redução do número de complicações destas doenças", indica o médico.

FONTE: Lifestyle_Sapo

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