Excedente externo da UE encolhe no segundo trimestre para 108,8 mil milhões

04 outubro 2021

O excedente de conta corrente da União Europeia recuou no segundo trimestre do ano, quando comparado com o primeiro. O mesmo aconteceu nos países da zona euro. Excedente de bens e de serviços está mais curto.

O excedente externo da União Europeia (UE) diminuiu no segundo trimestre deste ano. O saldo da conta corrente encolheu para 108,8 mil milhões de euros, um valor mais curto do que o verificado nos primeiros três meses deste ano, revelou esta segunda-feira o Eurostat.

Segundo o organismo de estatísticas de Bruxelas, entre abril e junho a UE registou um excedente de conta corrente equivalente a 3,1% do PIB, um valor mais curto do que os 3,7% que tinha conseguido no primeiro trimestre. Comparando com o segundo trimestre de 2020 verificou-se uma melhoria (no período correspondente do ano passado o excedente tinha sido de 80 mil milhões de euros, o equivalente a 2,6% do PIB da UE). Porém, no mesmo trimestre do ano passado as economias atravessavam a primeira vaga de covid-19, encontrando-se em confinamento generalizado, com um impacto histórico nas trocas comerciais.

O Eurostat assinala que comparando com o primeiro trimestre deste ano, a degradação do excedente aconteceu tanto na balança de bens (cujo saldo encolheu para 74,4 mil milhões de euros, dos anteriores 96,4 mil milhões) como na balança de serviços (que tem agora um excedente de apenas 27,2 mil milhões de euros, em vez de 31,9 mil milhões). Já o excedente de rendimentos primários melhorou, e o défice de rendimentos secundários encolheu.

Portugal perde excedente comercial conquistado no tempo da troika
Olhando apenas para o conjunto da zona euro, verificou-se também uma degradação do saldo externo, com o excedente da balança corrente dos países da moeda única a recuar para 65,6 mil milhões de euros, o equivalente a 2,2% do PIB, abaixo dos 105,5 mil milhões do primeiro trimestre (que correspondiam a 3,7% do PIB). Face ao mesmo período de 2020, verificou-se no entanto uma melhoria, à semelhança do que aconteceu na totalidade da UE.

O Reino Unido e os EUA destacam-se entre os principais parceiros comerciais da UE, com os quais o conjunto dos Estados-membros conseguiram um excedente de 53,6 mil milhões de euros, e de 25,3 mil milhões, respetivamente. A China foi o país com o qual a UE registou o maior défice, de 20,9 mil milhões de euros.

Défice comercial reduz-se e Portugal segura excedente face ao exterior
Numa lógica de Estado-membro, e olhando para os dados em termos absolutos, Portugal destaca-se entre os países que registou dos maiores défices de conta corrente, mostram os dados do Eurostat. Segundo o organismo de estatísticas de Bruxelas, Portugal acumulou um défice de 1,5 mil milhões de euros. Roménia, Grécia e França também se destacaram pelos piores motivos, com a economia francesa a atingir um défice de 6 mil milhões de euros.

Já a Alemanha continua a destacar-se como o país que acumula o maior excedente de conta corrente, de 56,7 mil milhões de euros. A Holanda, Itália e a Irlanda foram os três outros países com maiores excedentes.

FONTE: Jornal de Negócios

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