Comércio agroalimentar europeu cresce 3% no primeiro semestre face a 2020

29 setembro 2021

O valor total do comércio agroalimentar da União Europeia (exportações mais importações) para o período de janeiro até junho de 2021 foi de 157,1 mil milhões de euros, um aumento de 3% face ao mesmo período em 2020.

A Comissão Europeia revela, em comunicado, que as exportações aumentaram quase 6%, para 95,3 mil milhões, e que as importações diminuíram 1% para 61,8 mil milhões. Existiu uma surplus comercial de 33,5 mil milhões de euros no primeiro semestre, o que significa um aumento de 21%.

No mesmo período, as exportações para o Reino Unido desceram mais que as exportações para qualquer um país, diminuindo 446 milhões de euros, ou seja, 2% face a 2020. A queda nas importações foi, também, por sua vez, reflexo do Brexit. Foram importados menos 2 mil milhões de euros (o que equivale a uma queda de 30% face ao mesmo período) do Reino Unido.

Continuando em quedas, a Arábia Saudita (menos 341 milhões, a Algéria (menos 107 milhões), a África do Sul (menos 98 milhões) e o Kuwait (menos 89 milhões) foram outros mercados com quedas no mercado das exportações europeias. Já face às importações feitas pelos países europeus, registou-se quedas a esse nível nos Estados Unidos da América (menos 522 milhões de euros), Ucránia (285 milhões), Vietname (165 milhões) e Moldávia (menos 131 milhões de euros).

Na outra face da moeda, as exportações para os Estados Unidos da América aumentaram em 1,65 mil milhões. Para tal contribuíram o vinho, os licores e bebidas espirituais e vegetais preparados. Outro mercado em que as exportações aumentaram foi a China, tendo o crescimento de 627 milhões de euros sido motivado pela carne de suíno e pelos cereais para alimentação animal ou produção de cerveja.

Outros mercados com aumento na exportação:
Suíça (+ 414 milhões de euros);
Noruega (+ 383 milhões);
Israel (+ 204 milhões);
Canadá (+ 200 milhões).

Mercados em que a Europa aumentou a importação:
Brasil (+ 614 milhões de euros);
Índia (+ 324 milhões);
Austrália (+ 320 milhões);
Sérvia (+ mais 213 milhões);
Argentina (+ 155 milhões).

O vinho (mais 2 mil milhões de euros) e os licores e bebidas espirituosas (mais mil milhões de euros) foram as categorias de produto que mais cresceram ao nível da exportação do comércio agroalimentar europeu: 33% e 35% respetivamente. O trigo (menos 1,3 mil milhões de euros) e a comida infantil (menos 566 milhões) foram as categorias com as maiores quedas.

Os maiores aumentos nas importações foram registados nos bagaços de óleo (mais 877 milhões de euros) e os grãos de soja (mais 739 milhões). Já as maiores descidas foram nos frutos tropicais, frutos secos e especiarias (menos 733 milhões de euros) e no café não torrado e chá (menos 245 milhões).

FONTE: Vida Rural

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