Consumidores preferem “conveniência” a “rapidez” na hora de comprar

28 setembro 2021

O estudo revela que a conveniência do ato de entrega de determinado produto é mais valorizada do que uma que seja feita num curto espaço de tempo. Especificamente, a maioria dos consumidores inquiridos afirmou que prefere receber os seus pedidos à quinta ou sexta-feira e não durante o fim de semana.

O comércio eletrónico disparou durante a pandemia de Covid-19, com 18% das vendas a retalho durante 2020 a serem realizadas através de meios digitais. Segundo um estudo levado a cabo pela revista ‘MIT Sloan Management Review’ que contou com a participação de dois investigadores portugueses – Pedro Amorim e Sara Martins, ambos do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), conclui que os consumidores preferem uma entrega com dia e horário específico desde que possam receber o produto num dia da semana que seja da sua conveniência.

O estudo que, para além do INESC TEC, também contou com a participação da University of Chicago Booth School of Business, revela que a conveniência do ato de entrega de determinado produto é mais valorizada do que uma que seja feita num curto espaço de tempo. Especificamente, a maioria dos consumidores inquiridos afirmou que prefere receber os seus pedidos à quinta ou sexta-feira e não durante o fim de semana.

A “fidelidade” do cliente e o tamanho do seu “cesto de compras” são também atributos valorizados pelos consumidores que, por exemplo, fazem com que clientes frequentes estejam dispostos a pagar mais pelos mesmos atributos de entrega face a clientes não fidelizados. Já os clientes com maiores “cestos de compra” estão dispostos a pagar o dobro da taxa de entrega para melhorar a precisão do horário para uma hora especifica.

Pedro Amorim, que também é docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), admite que “a precisão em vez da velocidade é fundamental. Executar uma estratégia dedicada apenas à velocidade pode ser demasiado caro, principalmente para retalhistas de alimentos, cujas margens são notoriamente pequenas. Existe uma opção menos dispendiosa que vale a pena considerar: analisar os dados operacionais sobre os padrões de entrega”.

Os investigadores sugerem que os retalhistas da área alimentar devem “apostar numa estratégia que combine velocidade, precisão e flexibilidade. É fundamental analisar o comportamento do consumidor, adaptar as estratégias de entrega de encomendas consoante os segmentos de clientes e comunicar as suas vantagens face aos concorrentes”.

FONTE: Jornal Económico

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