Retalhistas pedem questões certas em matéria de práticas comerciais

29 junho 2017

Retalhistas pedem que Comissão Europeia faça as questões certas em matéria de práticas comerciais

No seguimento do anúncio feito pelo comissário europeu Phil Hogan sobre o lançamento de um processo que resulte em propostas sobre as práticas comerciais na agricultura, o EuroCommerce solicitou que fossem respondidas a algumas questões que, do ponto de vista do retalho, deverão ser consideradas antes de se avançar em matéria de legislação.

Ao comentar esta intenção da Comissão Europeia, o diretor geral do EuroCommerce, Christian Verschueren, reiterou o compromisso do organismo em fazer parte, de forma construtiva, do processo consultivo, mas sublinhou a necessidade das medidas responderem a problemas reais e concretos.

Entre as questões que o EuroCommerce quer ver respondidas está o facto dos retalhistas apenas comprarem 5% dos bens que vendem diretamente aos agricultores, pelo que não é claro que a imposição de regras comunitárias nas suas negociações possa ajudá-los. Outro fator destacado pelos retalhistas é que em países onde não existe legislação, mas os agricultores estão bem organizados, o sector agrícola é saudável, ao passo que noutros com legislação “muito intrusiva” as crises sucedem-se, daí que questionem que efeito pode a legislação ter. “Se a maioria dos retalhistas alimentares compram a fornecedores do mesmo país onde vendem os produtos, não só porque os grandes fabricantes fragmentam o mercado europeu e não permitem compras transfronteiriças, que assuntos do mercado único são considerados nesta harmonização?”, questiona ainda Christian Verschueren. Assim como “se as regras comunitárias permitem diferentes níveis de aplicação a nível nacional, que harmonização vão alcançar?”.

O EuroCommerce defende o apoio a medidas que efetivamente resolvam os problemas concretos dos agricultores. “Queremos que sejam capazes de se organizar para melhorar o seu poder negocial, ao mesmo tempo que se respeitam as regras da concorrência. Apoiamos as ideias de transparência do mercado e contratualização, assim como outras medidas que ajudem os agricultores a lidar com a inevitável volatilidade do mercado global. Acima de tudo, queremos estabelecer um diálogo real a nível europeu e nacional, para assegurar que os agricultores conseguem produzir nas quantidades certas e com a qualidade que os consumidores querem comprar. Nenhuma legislação pode substituir isto”.

FONTE: Revista Grande Consumo

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