Um terço dos alimentos produzidos no mundo é desperdiçado

23 agosto 2021

Produzir alimentos para quase 10 mil milhões de pessoas e, ainda assim, reduzir as metas de carbono e manter o planeta sustentável é o grande desafio para as próximas décadas. Reduzir o desperdício alimentar, procurar sistemas alimentares sustentáveis e alimentação alternativa são as principais armas.

A produção de alimentos é, ao mesmo tempo, a maior alavanca de crescimento da humanidade e um dos maiores desafios que o planeta enfrenta para se manter sustentável. Segundo as previsões, em 2050 o mundo terá de conseguir disponibilizar alimentação a 9 ou 10 mil milhões de pessoas, mais de 2 mil milhões de seres humanos face aos existentes atualmente. A grande questão é como fornecer a esta crescente população dietas saudáveis, acessíveis a todos e a partir de sistemas alimentares sustentáveis. É que, enquanto por um lado aumentam os problemas do consumo excessivo de calorias, com todos os problemas de saúde e mortes associados - a doença cardíaca continua no topo da mortalidade -, por outro há ainda 820 milhões de pessoas a passar fome.

Se as estas juntarmos toda a população que vive em situação de má nutrição e insegurança alimentar, este número ascende a cerca de 2 mil milhões, cerca de um quarto da população atual, segundo dados da FAO - Food and Agriculture Organization, organismo do universo da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dietas não saudáveis representam, segundo o relatório EAT - Lancet Comission, um risco de morbilidade e mortalidade maior do que o álcool, as drogas, o tabagismo e os comportamentos sexuais de risco combinados. "A produção global de alimentos ameaça a estabilidade do clima, a resiliência dos ecossistemas e é a maior impulsionadora da degradação ambiental. É necessária, com urgência, uma transformação radical e do sistema alimentar global", pode ler-se no documento da EAT, plataforma sem fins lucrativos constituída por diversos especialistas e cientistas mundiais com o objetivo de apoiar a transformação dos sistemas alimentares.

"Alimentar e dar qualidade de vida a tanta gente vai ser o maior desafio de sempre para a humanidade. O planeta está no seu limite; na verdade parece que até já o ultrapassou no passado dia 29 julho, segundo o overshoot earth day. As alterações climáticas já se manifestam com toda a força, são as cheias na Europa e na China, o frio no Brasil, as ondas de calor e os fogos na Turquia, na Grécia e na Califórnia", refere, a propósito, Isabel Sousa, professora do Instituto Superior de Agronomia (ISA) e coordenadora do centro de investigação LEAF (Linking Landscape Environment Agriculture and Food), uma rede composta por mais de 130 investigadores nas temáticas da agricultura e alimentação.

Para esta especialista, esta é uma questão muito complexa e adianta que "a desertificação avança e a terra arável diminui. A água irá tornar-se, muito em breve, um bem tão escasso que, infelizmente, poder-se-á tornar numa arma política. A produção de alimentos, tal como está, e a mobilidade, são as grandes contribuições para o aumento dos gases com efeito de estufa. E a resposta para isto já todos sabemos: vamos ter de mudar os nossos hábitos alimentares e o modo como nos deslocamos habitualmente".

O Pacto Ecológico Europeu é o resultado do reconhecimento da situação grave em que o mundo se encontra e os seus objetivos vão ser ainda mais reforçados pela catástrofe que se abateu sobre a Alemanha, onde morreram 180 pessoas nas últimas cheias. "O lugar da alimentação neste pacto é central - do prado ao prato, está no coração do Green Deal - e Portugal está alinhado com estas políticas de tornar a Europa um continente neutro em carbono, isto é, sem adicionar mais gases de estufa ao ambiente, em 2050", refere Isabel Sousa.

Susana Fonseca, da direção da Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável, não poderia estar mais de acordo. "Temos de fazer alterações estruturais e conseguir encontrar uma dieta alimentar que tenha o mais baixo impacto ambiental possível, e isso consegue-se com uma alimentação mais próxima da base", explica.

Reduzir o desperdício alimentar é fundamental para alimentar o mundo
Segundo o último relatório divulgado pela ONU, designado de "The State of Food Security and Nutrition in the World", um dos impactos indiretos da pandemia de covid-19 é o aumento da fome no mundo. A tendência de descida que se fazia sentir foi invertida e, em 2020, registaram-se mais 118 milhões de pessoas em situação de subnutrição face ao estimado em 2019. "Se o mundo continuar no caminho atual, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de acabar com a fome até 2030 será perdido por uma margem de quase 660 milhões de pessoas", pode ler-se neste relatório. Reconhecendo a urgência da temática, a ONU vai realizar, já no próximo mês de setembro, em Nova Iorque, a United Nations Food Systems Summit 2021, onde serão discutidas todas as situações que envolvem a disponibilização de alimentos.

Segundo o relatório da UNEP - Programa Ambiental das Nações Unidas, o mundo já produz alimentos suficientes para 10 mil milhões de pessoas, mas cerca de 17% desta produção é perdida. A perda e o desperdício alimentar, no seu conjunto, chegam a atingir um terço dos alimentos gerados em todo o planeta. Convém aqui explicar que se utiliza o termo perda de alimentos (food loss, em inglês) na fase da produção, envolvendo agricultores e fornecedores até chegar ao ato da venda, e que desperdício alimentar (food waste, em inglês) se refere a alimentos esbanjados a partir do ponto de venda, sejam lojas, supermercados, restaurantes ou já em casa do consumidor. Estima-se, aliás, que só na União Europeia cerca de 88 milhões de toneladas de alimentos sejam desperdiçados anualmente, ascendendo a um gasto de 143 mil milhões de euros. Deste montante, mais de metade (53%) é desperdício doméstico, ou seja, ocorre na cozinha das famílias.

No mundo, os números são astronómicos: são mais de 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos perdidos e desperdiçados, num custo estimado de 2,3 biliões de dólares americanos (cerca de 2 biliões milhões de euros). Mas desengane-se se pensa que apenas os países mais ricos contribuem para esta perda: segundo a FAO, a percentagem é idêntica nas zonas de maior rendimento e nas de baixo rendimento. A única diferença é que nos países mais ricos este desperdício está no fim da cadeia de valor, no consumidor, e nos países mais pobres a perda está ao nível produção, junto dos pequenos produtores agrícolas, que não conseguem muitas vezes salvar colheitas ou canalizá-las corretamente para o consumo. O relatório da UNEP revela que, em média, são desperdiçados 74 quilogramas per capita de alimentos, anualmente, de forma semelhante entre países mais ricos e países mais pobres, havendo muita margem para melhorias.

Em Portugal, estima-se que se desperdice um milhão de toneladas anualmente, mas não existem, para já, dados concretos sobre estes valores. A Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCDA), entidade constituída em 2016 e que envolve várias entidades públicas, vai dar início a um inquérito em todo o país para dar a conhecer esta realidade dentro de fronteiras. Segundo Francisco Paiva Caldeira, um dos responsáveis envolvidos na comissão, este estudo deverá estar concluído no final do ano, e, em 2022, deverá haver novas metas legislativas, uma vez que a União Europeia exige medidas concretas nesse sentido.

A comissão tem feito campanhas de sensibilização junto das empresas - com a atribuição, por exemplo de um selo de produção sustentável -, e dos consumidores - com campanhas de esclarecimento sobre os prazos de validade -, porém, o mais difícil tem sido fazer chegar a mensagem ao consumidor final. Em Portugal o retalho é o setor mais eficiente, onde só se regista 5% de desperdício, sendo que a área da transformação tem 19% de perda, a produção 11% e a hotelaria e restauração desperdiça 12%. A APED, associação de empresas de distribuição, divulgou recentemente que os seus associados doaram cerca de 18 mil toneladas de produtos alimentares, o que representou um crescimento de 16% face a 2019.

Nesta matéria, o PAN viu aprovada recentemente pelo parlamento português uma proposta de lei que obriga as empresas do sector agroalimentar, com receitas superiores a 50 milhões de euros e mais de 250 trabalhadores, a doar alimentos que tenham perdido a sua condição de comercialização. Francisco Paiva Caldeira refere, a propósito, que, em geral, as empresas, sobretudo as do retalho, já têm este tipo de preocupação. A França foi pioneira ao ser o primeiro país do mundo adotar uma legislação forte no combate ao desperdício alimentar, em 2016, e já regista avanços positivos.

"Estas mudanças urgentes, esta emergência climática, provoca, tem mesmo de provocar, mudanças nos nossos hábitos de vida", explica Isabel Sousa. "Eu diria que isto é o mais difícil de conseguir. Os chamados millennials, e até os mais novos, estão a preparar-se para a mudança, mas as gerações anteriores têm hábitos enraizados da sociedade de consumo e mais dificilmente irão aderir. É assim crucial conquistar os mais velhos para esta mudança, porque se assim não for pode começar a deixar de haver planeta para os seus bisnetos", alerta a investigadora.

Desperdício corresponde a 10% das emissões de gases com efeitos de estufa
Reduzir o desperdício alimentar é meio caminho para solucionar o problema dos alimentos no mundo, mas também é fundamental transformar os sistemas alimentares e fazer a transição para dietas mais saudáveis, que, como vimos, implica profundas mudanças no mundo. O consumo global de frutas, vegetais, oleaginosas e legumes terão de duplicar e o consumo de carnes vermelhas e do açúcar deverão ser reduzidos em 50%, apontam os estudos da FAO.

Como todos os alimentos produzidos têm impacto ambiental, todos os produtos alimentares desperdiçados têm associados um custo ambiental que corresponde a 10% das emissões totais. Os dados apontam que a produção total de alimentos é responsável pelo consumo de 70% da água disponível, e que boa parte é canalizada para a produção de alimentação para o gado bovino, sendo que a pecuária emite mais de metade dos gases com efeitos de estufa do mundo.

Produzir com impacto mais reduzido é, pois, uma exigência para a sustentabilidade do planeta. Para isso, temos de ter uma alimentação mais centrada nos vegetais e reduzir a quantidade de proteína animal, pois, quanto mais acima na cadeia alimentar, maior a quantidade de recursos necessários para a sua produção. "Era importante que os países mais desenvolvidos obedecessem à roda dos alimentos. A nossa balança alimentar mostra que os portugueses consomem três vezes mais proteína animal do que aquela que é recomendada", afirma Susana Fonseca. Para esta responsável é fundamental que, em Portugal, se siga mais a dieta mediterrânica, onde a proteína animal também é reduzida e as leguminosas são uma boa fonte de proteína, que podem ser produzidas localmente. "Cerca de 60% da área agrícola no mundo está a ser usada para a produção animal, seja para pastagens seja para a produção do alimento para o gado", explica. Um dos problemas que esta especialista levanta sobre o excesso de consumo de carne - que acaba por levar, muitas vezes, também ao desperdício - tem a ver com os preços de produção, que não são os custos reais. Ou seja, o preço baixo da carne, por vezes ainda alvo de promoções nas grandes superfícies, acaba por incentivar o seu consumo excessivo.

Porém, segundo os estudos realizados por especialistas nesta área, o impacto da produção não é o mesmo em todas as zonas. Isabel Sousa explica que, segundo estudos de análise de ciclos de vida, "produzir carne de bovino não tem o mesmo impacto ambiental se for feito na Holanda ou no Brasil. A carne de vaca que vem da produção de leite tem muito menor impacto do que os bovinos de engorda. Também o tomate produzido em estufa na Holanda tem um impacto no clima seis vezes superior ao produzido em Espanha, no campo, mas por outro lado tem seis vezes maior rendimento, ocupa um sexto do solo e gasta um terço da água".

Procura constante de fontes de proteína alternativas
A procura de novas fontes de proteína, em alternativa à proteína animal, que é sem dúvida o alimento menos sustentável, tem sido alvo de muitos estudos e existem já várias alternativas. "Desde as fontes mais radicais como a erva ou os insetos, passando pelas microalgas ou por fontes mais tradicionais como as leguminosas, tudo são alternativas", diz Isabel Sousa.

No centro de investigação do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, estuda-se desde a paisagem ao impacto na saúde da alimentação, cobrindo toda a cadeia. "Há mais de 30 anos que estudamos o uso de proteínas vegetais como alternativas às animais, com muito trabalho no tremoço que, para além do mais, tem propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas", explica a coordenadora do centro de investigação. "Há mais de 20 anos que estudamos a inclusão de microalgas na alimentação e, mais recentemente, trabalhamos produtos fermentados de leguminosas como o chícharo, ou o tomate verde que é deixado nos campos, para reduzir a perda na colheita", adianta.

A especialista reforça o papel crucial da cultura do tremoço que tem cerca de 40% de proteína e que é das culturas mais eficientes a acrescentar azoto no solo. O renascimento da utilização de bolota e de alfarroba na culinária, assim como aprender com os povos asiáticos a aproveitar tudo, usando as fermentações como forma segura de aumentar o valor nutritivo e a digestibilidade dos grãos, dos vegetais, e até das algas, é outro dos caminhos para a agricultura mais sustentável. O LEAF também tem desenvolvido trabalho na agricultura de precisão e no ordenamento da paisagem para reduzir o impacto do fogo, e desenvolveu já clones de plantas resistentes às alterações climáticas.

Em resumo, e segundo Isabel Sousa, o mais importante para alimentar tanta gente será, para além da diversificação e da minimização das perdas e desperdício, manter sempre as produções agrícolas com os mais altos rendimentos. "Para isso, a versão 4.0 ou a agricultura de precisão, em que todas as atividades agrícolas são feitas no seu mais elevado grau de eficiência, regando, adubando, protegendo, com recurso a máquinas inteligentes, tratores guiados por satélites, sensores que monitorizam a necessidades de rega, é um grande avanço que já está instalado em muitas quintas e herdades em Portugal", remata.

Carne sintética, algas e insetos no menu mundial
A carne sintética, ou carne produzida em laboratório, é uma alternativa alimentar que muitos veem como uma solução para um mundo mais sustentável. Trata-se de um método de produção in vitro, criado em laboratório, a partir de células animais, mas sem serem realmente animais vivos. Singapura foi o primeiro país do mundo a aprovar a sua comercialização, os Estados Unidos têm em Bill Gates um dos seus maiores defensores. Ao que parece, o fundador da Microsoft, que lançou recentemente o livro Como Evitar o Desastre Climático, defende este alimento como uma boa solução, e ao que parece está mesmo ligado a empresas produtoras de carne de laboratório, como a Beyond Meets e a Impossible Foods. Gates também já é, segundo a Forbes, o maior proprietário de terras agrícolas nos EUA, com 242 mil acres (perto de 100 mil hectares) em 18 estados.

Os insetos já eram usados, tradicionalmente, na alimentação de alguns povos, mas começam agora a surgir alternativas de alimentação nesta área um pouco por todo o mundo. A UE aprovou recentemente a comercialização da primeira farinha de larvas de escaravelho, a farinha de tenébrio, também conhecida como farinha amarela, para consumo humano, e insere-se na estratégia europeia "Do Prado ao Prato" no sentido de fazer a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis. Em Portugal há já empresas a produzir alimentos, como snacks e barras proteicas, a partir de insetos.

As algas já são usadas para muitos fins, como alimentação animal, cosmética, fertilizantes, biocombustíveis e igualmente em alguns tipos de culinária. Este produto, bastante rico a nível nutricional, está a ser estudado por vários investigadores no mundo no sentido de perceber de que forma poderá entrar na alimentação diária dos seres humanos. É mais uma alternativa a ter debaixo de olho.

Sociedade mobiliza-se no combate ao desperdício alimentar
Existem vários movimentos em Portugal, cívicos ou institucionais, destinados a combater o desperdício e excedentes alimentares e assim apoiar quem deles tem necessidade. Um dos projetos mais emblemáticos e reconhecidos é o Fruta Feia, cooperativa que surgiu para combater a preferência dos canais de distribuição pela fruta e legumes normalizados, com formato, calibre e cor padronizados, que restringe o consumo de alimentos que não atingem este padrão.

A primeira delegação arrancou em 2013, em Lisboa, e, entretanto, já está um pouco por todo o país, com 13 localizações. Tem como objetivo combater as ineficiências do mercado, criando uma alternativa para produtores e consumidores, combatendo assim o desperdício alimentar. O projeto alega já ter evitado o desperdício de 3130 toneladas de alimentos frescos.

O movimento Refood surgiu em 2011, em Portugal, pela mão de Hunter Halden e é independente e voluntário. Atualmente tem 60 núcleos no país - o conceito já se expandiu também para Espanha, Itália, Brasil e Estados Unidos - que se dedicam a recuperar comida em boas condições, de restaurantes e outros doadores, para alimentar quem mais necessita. Resgata milhares de refeições por ano e apoia as comunidades onde está instalada, servindo dois propósitos: combater a fome e reduzir o desperdício alimentar.

Produção vertical, uma solução agrícola para as cidades
Atualmente, cerca de metade da população mundial vive em cidades, e as estimativas da ONU apontam que, em 2050, esta percentagem atinja os 75%. As soluções para as chamadas smart cities passam também pela produção agrícola de proximidade das populações citadinas. "A concentração da população nos núcleos urbanos torna a produção em quintas verticais (vertical farming, urban farming) muito eficiente e com menos impacto ambiental que a agricultura tradicional. Conjugada com a produção de energia pelos painéis fotoelétricos, a produção agrícola em espaços fechados, com iluminação controlada, tem alto rendimento, não usa pesticidas, não usa solo e é local, é uma boa solução", afirma Isabel Sousa, coordenadora do centro LEAF.

Muitas cidades começaram já a desenvolver projectos de produção local - além das tradicionais hortas urbanas - mediante tecnologias avançadas, que permitem produzir quase sem terra, em hidroponia, por exemplo, integrados nas paisagens citadinas e com a grande vantagem da proximidade, reduzindo assim a necessidade de transportes rodoviários. Paris avançou já com a construção de uma quinta urbana com mais de 14 mil metros quadrados no topo de um edifício de seis andares, um investimento total de 500 milhões de euros que tem a ambição de ser umas das maiores explorações urbanas a nível global.

Mesmo ao lado, nos arredores de Paris, em Romainville, foi também anunciado recentemente um projeto de produção urbana com contornos inovadores, a Tour Maraichère, um complexo de jardinagem e agricultura composto por duas torres de 26 metros de altura e a outra com 14 metros, integralmente dedicado à produção vertical de frutos, cogumelos, vegetais, flores comestíveis e sementes.

FONTE: Diário de Noticias

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