Brexit potencia queda nas exportações agroalimentares europeias

18 junho 2021

Em janeiro e fevereiro, o valor das exportações agroalimentares da União Europeia ascendeu a 28.500 milhões de euros, menos 6% que no mesmo período de 2020. Também o valor das importações caiu, cerca de 12,5%, para os 18.200 milhões de euros.

Deste modo, o superavit comercial agroalimentar do primeiro bimestre situou-se em 10.300 milhões de euros, 8% mais que no homólogo de 2020, de acordo com os dados da Comissão Europeia.

Mercados
A saída do Reino Unido da União Europeia teve impacto significativo no comércio agroalimentar da União Europeia com este mercado, com uma descida de 1.130 milhões de euros nas exportações e de 1.380 milhões de euros nas importações.

O comércio com os Estados Unidos também reduziu, cerca de 287 milhões de euros nas exportações e 191 milhões de euros nas importações. Por outro lado, registaram-se novas quedas nos valores das exportações em relação à Rússia (169 milhões de euros), ao Japão (141 milhões de euros) e à Arábia Saudita (90 milhões de euros). Nas importações, registaram-se quedas consideráveis em relação à Indonésia (184 milhões de euros) e Ucrânia (170 milhões de euros).

Em comparação com 2020, o valor das exportações agroalimentares para a China aumentou em 529 milhões de euros e também se registaram maiores valores em relação à Nigéria (84 milhões de euros), à Noruega (75 milhões de euros) e ao Chile (57 milhões de euros). Já nas importações, assinalaram-se maiores valores para os produtos da Índia (49 milhões de euros), Canadá (40 milhões de euros), Sérvia (36 milhões de euros) e Nigéria (34 milhões de euros).

Categorias
Em termos de categorias de produtos, observaram-se reduções significativas em valor na maioria das exportações agroalimentares da União Europeia, em particular, no trigo alimentação infantil e bebidas espirituosas e licores e preparados de hortaliças e frutas. Em contrapartida, cresceu o valor das exportações de carne de porco, óleos de colza e girassol, pet food, sopas e molhos.

Já nas importações, houve uma descida nos valores para as frutas tropicais, bebidas espirituosas e licores e óleo de palma, ao passo que subiram os valores na soja.

FONTE: Revista Grande Consumo

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