Compras de impulso dão os primeiros sinais de recuperação

14 junho 2021

A pandemia afetou vários mercados, mas especialmente o dos snacks e das bebidas para consumo fora de casa. Contudo, os dados do primeiro trimestre mostram alguns sinais de recuperação, particularmente na China, mas também na Europa, o que indicia um regresso a padrões de consumo mais tradicionais, descreve a Kantar.

Desde o início da pandemia, o sector perdeu 30% do seu valor, globalmente, o equivalente a dois mil milhões de dólares, por trimestre. “Apesar de ser possível, e até mesmo provável, que algumas destas perdas tenham sido registadas devido à compra adicional para consumo no lar, o valor total do comércio ‘out of home’ não foi transferido”, nota Nuria Moreno, Global Director OOH & Usage Panels (Food) na Kantar.

Recuperação
Em 2021, contudo, os mercados globais dos snacks e das bebidas dão sinais de uma lenta recuperação, à medida que os consumidores retomam comportamentos mais normais, o que desponta a necessidade de consumir estes produtos fora do lar.

A Kantar revela que os primeiros sinais foram observados na China, onde os cafés, cafetarias, casas de chá, leitarias e retalho tradicional tiveram um bom desempenho, nos últimos meses. No primeiro trimestre, os cafés e os bares registaram um índice de 139, sendo que o valor de referência 100 corresponde ao total do negócio no primeiro trimestre de 2019. Os segundos a recuperarem foram os vendedores ambulantes, a street food e as casas de chá e leitarias, com um índice de 125. As vendas de gelados (mais 20%), de café (mais 24%) e de refrigerantes (mais 18%) estão agora acima dos níveis pré-pandémicos.

Mesmo na Europa se registam sinais de recuperação. No Reino Unido, a restauração rápida apresenta agora um índice de 105, enquanto que, em França, as padarias, canal muito importante em termos de indulgência fora do lar, estão acima de 115.

Estes primeiros indícios de uma recuperação nos negócios representa uma grande mudança face ao cenário observado no pico da pandemia. Durante 2020 e inícios de 2021, os confinamentos obrigatórios na Europa traduziram-se em enormes perdas de penetração em Espanha, em França e no Reino Unido, por exemplo, com apenas um terço dos compradores a consumir fora de casa.

Retalho
A nível global, os bares, cafés e restaurantes perderam cinco pontos percentuais de quota entre o primeiro trimestre de 2020 e o homólogo de 2021, criando uma oportunidade para o retalho moderno crescer a sua quota em valor em seis pontos face ao mesmo período de 2019.

Globalmente, apenas 16% de todos os gastos para consumo fora do lar ocorre no retalho, mas essa percentagem sobe para 50% em mercados como o México, a Tailândia e a Indonésia e para mais de um terço na China.

FONTE: Revista Grande Consumo

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