“As lojas físicas e ecommerce vão funcionar em paralelo”

18 maio 2021

Pedro Soares dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins, durante a conferência “Spring Conference – “Meeting the Future”, promovida pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), tentou perspetivar, na sua visão, o futuro do retalho alimentar em Portugal.

Numa análise feita pelo mesmo, foi defendido que, de facto, houve grandes progressos nos últimos anos neste segmento, lembrando-se que a tecnologia está a mudar, em grande medida, a forma como compramos, mas lembro Pedro Soares dos Santos que a realidade física e a digital vão continuar a existir… lado a lado.

“A grande revolução do ecommerce vai acontecer no retalho não alimentar. Há uns anos li um estudo feito em 2001 que previa que em 2010 já não existiriam lojas físicas. E as lojas cá estão, vão continuar a existir e vão continuar a ser um objetivo muito importante”, começou por referir sobre este tema.

“Fala-se muito no fim das caixeiras, mas quem é a última pessoa que fala com quem visita as nossas lojas? Mesmo que os caixeiros venham a ser substituídos por tecnologia, e isso é possível, não vamos poder fazer desaparecer este parque imobiliário onde andamos a investir durante dezenas de anos. Vamos reinventá-lo e oferecer alguma coisa nova, alguma diferença em relação ao ecommerce. Porque lojas físicas e ecommerce vão funcionar em paralelo. Esse para mim é um ponto assente. O ecommerce alimentar vai ser sempre um complemento das lojas físicas”, atirou ainda, falando depois sobre o futuro deste segmento, perspetivando uma ‘luta’ entre gigantes mundiais.

“O ecossistema do retalho é mundial. E temos de ser competitivos com estas empresas. É importante termos essa noção. Temos marcas muito fortes portuguesas e investimos fortemente em Portugal, mas não somos players mundiais. E vimos isso agora na pandemia quando se proibiu a venda de livros e brinquedos nos supermercados, tivemos um ecommerce baseado em Espanha que vendeu mais para Portugal do que para Espanha”, sentenciou.

FONTE: Revista Distribuição Hoje

 

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