Peso das exportações recua para nível dos anos da troika

04 maio 2021

Vendas ao exterior desceram abaixo dos 40% do PIB em 2020. Pandemia travou crescimento e retoma ainda vai demorar

É como se o país recuasse dez anos até à anterior crise. O peso das exportações nacionais no produto interno bruto (PIB) caiu para 36,8% em 2020, num ano em que a atividade também teve a maior recessão da democracia, com uma contração homóloga de 7,6%.

A pandemia retirou mais de 19 mil milhões de euros às vendas ao exterior face a 2019, quando as exportações valeram 43,8% do PIB, o valor mais elevado das atuais séries do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Portugal (BdP). A expectativa era que o país caminhasse a passos largos para que as exportações representassem cerca de metade do PIB. Essa meta foi agora adiada.

O ano passado representa assim uma quebra no crescimento sustentado do peso das exportações no PIB desde 2013 (à exceção de 2016, quando se verificou uma ligeira queda). Desde esse ano, ainda com a troika, que as vendas estiveram sempre acima de 40% do PIB.

Em 2020, as exportações registaram uma quebra superior a 20%, de acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), citando dados do supervisor. "Segundo o Banco de Portugal, em 2020 as exportações de bens e serviços contraíram 20,4% (-10,2% no caso dos bens)", refere a AICEP, acrescentando que "a queda reflete, sobretudo, uma descida muito acentuada nos serviços associados ao turismo (-57,6%)" que, segundo o BdP, nem em 2023 recupera para os níveis pré-pandemia. "No final do horizonte de projeção [2023], as exportações de turismo encontram-se ainda ligeiramente abaixo das de 2019", avisou o supervisor.

Maiores exportadoras
A expectativa é que as exportações, a par do consumo interno, puxem pela economia já este ano, com o BdP a apontar para um crescimento de 13,7%, mais otimista que o Governo que prevê uma variação de 8,7%. No entanto, o contributo do turismo poderá ainda ser muito inferior a 2019.

A pandemia afetou todos os setores e mesmo os gigantes exportadores não ficaram imunes à crise sanitária. As dez maiores exportadoras nacionais tiveram o pior registo em dez anos.

De acordo com os dados fornecidos pelo INE ao JN/Dinheiro Vivo, no ano passado, o peso destas empresas nas exportações foi de 18,4%, depois de ter atingido o pico em 2019 (22%) é o valor mais baixo desde 2011, ano a que remonta a atual série estatística.

A Autoeuropa manteve-se como a maior exportadora nacional, apesar da forte quebra de produção causada pela covid-19. A fábrica da Volkswagen em Palmela manteve a liderança depois de ter recuperado esse lugar à Petrogal, do Grupo Galp, que esteve em primeiro lugar entre 2009 e 2018.

A lista das maiores exportadoras registou apenas uma alteração no final da tabela com a saída da Repsol Polímeros, para dar lugar à Aptiveport (antiga Delphi) de produção de eletrónica para automóveis. Pela primeira vez no ranking das maiores exportadoras está a Eberspacher Exhaust Technology, de Tondela.

FONTE: Dinheiro Vivo

 

 

 

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