Subida nas exportações leva a melhor saldo da balança comercial

12 abril 2021

A balança comercial nacional alcançou o menor défice desde, pelo menos, fevereiro de 2019. Para tal contribuíram as subidas das exportações (2,8%), mas sobretudo o corte de quase 11% nas importações.

O relatório do INE referente ao mês de fevereiro indica um aumento nas exportações de bens de 2,8% face ao mesmo mês do ano passado - pouco antes de se sentir o impacto da pandemia em Portugal. Já as importações caíram 10,9%. Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 2,3% e as importações diminuíram 10,4%. É o melhor resultado da balança comercial desde fevereiro de 2019.

Entre os principais componentes, destaca-se um aumento nas exportações de fornecimentos industriais (6,7%) e um decréscimo das importações de material de transporte, na ordem dos 35%: sobretudo "outro material de transporte" (-71,5%), mas também automóveis de passageiros (-37,8%). No trimestre terminado em fevereiro, as exportações e importações de bens diminuíram respetivamente 4,8 e 11,3%.

Já face a janeiro, confirma-se a tendência de crescimento das exportações em 7,9%, alavancadas pela retoma do comércio e atividade global à medida que os países vão recuperando da pandemia. Nas importações, a subida foi mais modesta, com uns meros 3,7% face a janeiro, o que significa um fim na tendência decrescente que dura desde novembro, à boleia de um aumento no consumo interno.

Já no que diz respeito ao saldo da balança comercial, o défice diminuiu em fevereiro cerca de 161 milhões (837 milhões face a fevereiro do ano passado), ao atingir um valor total de 708 milhões de euros - o melhor resultado desde fevereiro de 2019, pelo menos. Excluindo combustíveis e lubrificantes, a variação foi de 198 milhões (694 milhões em termos homólogos), o que culmina num défice de 435 milhões de euros - também o melhor resultado desde, pelo menos, fevereiro de 2019.

Em termos de países, a Bélgica foi quem mais deixou de importar de Portugal (em termos relativos, 19,1%), mas o buraco foi compensado pelo aumento das exportações para a Holanda, na ordem dos 18%. Contudo, no conjunto do trimestre, Angola lidera nos cortes às importações de produtos portugueses (21,4%).

Já Portugal cortou em mais de metade as importações do Reino Unido (56,3%), o que exemplifica a tendência decrescente ao longo do mês face à maioria dos principais fornecedores portugueses. Portugal só importou mais dos Estados Unidos (25%) e da Holanda (2,8%).

FONTE: Jornal de Negócios

 

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