União Europeia prevê impacto positivo no sector agroalimentar

04 fevereiro 2021

Os acordos comerciais concluídos ou em negociação pela União Europeia deverão ter um impacto positivo até mil milhões de euros, na balança comercial agroalimentar, em 2030, segundo um estudo da Comissão Europeia.

O estudo conclui que a aplicação acumulada dos 12 acordos de livre comércio (ALC) resultaria, em 2030, num aumento tanto das exportações como das importações agroalimentares da União Europeia, com um crescimento ligeiramente superior das exportações.

Segundo o comunicado, isto aumentaria ainda mais a balança comercial agroalimentar positiva líquida da União Europeia, já projetada para permanecer largamente positiva em 2030, em entre 800 milhões e mil milhões de euros, dependendo do cenário considerado (conservador ou ambicioso).

Além disso, os impactos na produção e nos preços ao produtor permaneceriam moderados, ou seja, as exportações agroalimentares da União Europeia aumentariam de 2,8% a 3,3%, em comparação com o cenário sem ALC, uma subida de 4,7 mil milhões a 5,5 mil milhões de euros.

12 acordos de livre comércio
O estudo do Centro Comum de Investigação (JRC, na sigla inglesa) centra-se em 12 acordos comerciais, dos quais três já entraram em vigor (Canadá, Japão e Vietname), outros dois têm as suas negociações já concluídas (México e Mercosul) e os restantes estão em negociação ou fazem parte da agenda comercial da União Europeia (Chile, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia).

No estudo do JRC foram considerados dois cenários, conservador e ambicioso, que diferem em termos dos pressupostos no que respeita à percentagem de linhas tarifárias que serão totalmente liberalizadas ao abrigo dos acordos (97% e 98,5% no cenário conservador e ambicioso, respetivamente) e a dimensão do corte tarifário para os produtos sensíveis, não liberalizados (25% e 50% no cenário conservador e ambicioso, respetivamente). Isto corresponde ao aumento total das exportações agroalimentares da União Europeia em 4,7 mil milhões de euros (conservador) e em 5,5 mil milhões de euros (ambicioso) e das importações agroalimentares totais em 3,7 mil milhões de euros (conservador) e 4,7 mil milhões de euros (ambicioso).

Para os acordos comerciais ainda não concluídos, os dois cenários baseiam-se numa liberalização tarifária total para uma grande maioria dos produtos e num corte parcial para as poucas linhas restantes, que representam os produtos sensíveis.

Para as negociações concluídas (Canadá, Japão, Vietname, México, Mercosul), o acordo foi modelado de acordo com o resultado negociado em ambos os cenários.

Para ambos os cenários, os resultados mostram um impacto positivo na balança comercial agroalimentar da União Europeia, até 2030.

Enquanto os parceiros comerciais da União Europeia ganham acesso ao mercado comunitário, também permite que as exportações europeia cresçam, significativamente, num horizonte de dez anos.

FONTE: Revista Grande Consumo

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