Já há 44% que enchem o carrinho online

28 dezembro 2020

Confinados, os portugueses recorreram ao online para abastecer a dispensa ou comprar o que não podiam devido ao Estado de Emergência que fechou as lojas físicas. Foi a fagulha que incendiou o comércio online em Portugal: 44% admitem ter iniciado ou aumentado compras por esta via quando o confinamento foi declarado, revela um estudo da GfK para a Visa.

"A aceleração digital nos primeiros três meses da pandemia foi equivalente à que seria expectável a cinco anos", diz Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca, citando dados da Deloitte. "2020 fechará com uma subida do peso do digital nas vendas por cá de duas vezes e meia a três vezes mais do que tinha no final de 2019", acredita.

A maior revolução foi o retalho alimentar, com os consumidores a fazer filas digitais nos sites dos supers e as cadeias a ter de reforçar a logística - associando-se, por exemplo, a plataformas de entrega em casa - ou lançar lojas online, como o DIA. "O nosso comércio online já abarca toda a Grande Lisboa e o Grande Porto e temos entregas rápidas disponíveis em 78 lojas através de alianças estratégicas em diferentes regiões", diz Helena Guedes, diretora comercial do DIA Portugal.

O Pingo Doce optou por "aprofundar relação" com o parceiro Mercadão, marketplace que permite comprar online na cadeia da Jerónimo Martins com entrega em casa, vendendo mais produtos de papelaria (no regresso às aulas) e brinquedos, e lançando serviços como a recolha em loja, disponível em 307 espaços. "Passámos a disponibilizar encomendas das secções de Talho e Peixaria, feitas por telefone, quatro horas antes da visita à loja, podendo ser levantadas ao balcão sem ter de passar pela fila de espera", diz fonte oficial. "A operação do Mercadão cresceu 700% e para isso foi fundamental a agilidade do nosso parceiro em adicionar à estrutura grande número de colaboradores." O acréscimo foi ainda maior nesta segunda vaga do vírus.

Apesar deste crescimento, "vamos encerrar o ano com as vendas online de produtos de supermercado a representar menos de cinco euros em cada 100, um valor relativamente reduzido, mas que faz pensar que o incremento de vendas continuará", indica Pedro Pimentel. Há "novos compradores (inclusive mais velhos e zonas menos prováveis), maior frequência de compra, alargamento da cesta a novas categorias além do aparecimento de novos operadores digitais e ampliação à venda online de retalhistas convencionais", reforça.

Com novos operadores nativos digitais a ganhar uma fatia do mercado. "Antes da covid, mais de 90% das compras no grande consumo online eram em retalhistas convencionais (Sonae, Auchan, El Corte Inglés), mas hoje, com um bolo que quase triplicou, a percentagem baixou para pouco mais de 80%." Ou seja, as famílias portuguesas "compram mais em operadores 100% digitais (casos do Mercadão, Mercachef ou 360Hyper)".

As cadeias estão atentas e querem agarrar estes consumidores. Mercadona e até Lidl, que têm operações online em Espanha, mantêm o foco na expansão física, o Aldi admite analisar o tema. "A entrada no e-commerce é uma hipótese em avaliação", diz Ricardo Santos, diretor-geral de marketing & comunicação.

E o mesmo faz a Coviran. "É inegável que o comércio online veio para ficar e nós encaramos o online não como concorrência mas como canal complementar de venda. Já temos entregas ao domicílio e muito brevemente contamos integrar em algumas lojas a opção de venda online", revela Acácio Santana.

FONTE: Dinheiro Vivo

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