Na hora de escolher o super o que pesa na decisão?

17 dezembro 2020

A Deco Proteste analisou os hábitos dos consumidores nacionais na hora de ir às compras e o que mudou durante e após o confinamento. Há cadeias que agradaram mais ou menos os clientes. Saiba quais.

Ter um super ou hipermercado perto de casa ou do trabalho pesa na escolha na hora de encher o carrinho, mas no fim das compras é o mais valorizado pelos consumidores nacionais é o valor do talão. Uma "conta" em conta e a manutenção dos preços estáveis durante a pandemia foram dos aspectos mais destacados pelos consumidores num inquérito realizado pela Deco Proteste, junto a mais de 4 mil associados. Mais de metade (54%) dos portugueses vão uma duas vezes por semana às compras, 66% paga com cartão de débito e gasta por visita uma média de 85 euros.

E quais as cadeias que mais agradaram? "Em época normal, o aspeto que mais influencia a satisfação com os supermercados é o preço. As cadeias Aldi e Mercadona destacam-se pela positiva neste ponto", refere o artigo da Deco Proteste, que resulta de um inquérito aos subscritores, respondido por 4201 associados. "Outros dois aspetos que pesam na opinião dos clientes são a satisfação com os produtos comprados e a limpeza da loja. Uma vez mais, a Mercadona distingue-se em ambos", acrescenta.

Num período normal, o El Corte Inglés (8,8), Continente Modelo da Madeira (8,3), Intermarché Super (8,3), Pingo Doce (8,2), Continente (8) e Continente Bom Dia (7.9) são as cadeias mais apreciadas pelos consumidores. "Os supermercados El Corte Inglés destacam-se sobretudo devido à limpeza, ao horário, à qualidade da carne, ao estacionamento, aos produtos comprados, à disponibilidade de sacos ecológicos, à facilidade em encontrar o que se procura, à qualidade dos produtos mais baratos de marca própria e ao tempo de espera nas caixas. Já as promoções e o preço dos produtos em geral e dos frescos são os aspetos que menos satisfazem", refere a Deco Proteste.

Já entre os menos apreciados estão os E.Leclerc e Minipreço, ambos com um nível de satisfação médio de 7,3. "O tempo de espera na caixa, as promoções, o preço e a qualidade da carne são o que menos agrada na primeira cadeia. Na segunda, o horário é o único ponto que mais satisfaz os clientes", explica a Deco Proteste.

O que pesa na hora de escolher um supermercado? "Para 34%, contam sobretudo questões práticas, como estar perto do emprego ou de casa, independentemente da frequência com que fazem compras. Apenas 16% mencionaram razões financeiras, como a loja praticar bons preços ou poderem aproveitar promoções ou descontos", refere a Deco Proteste. Numas cadeias a questão preço influencia mais do que outras. "No caso do Lidl, o preço é mesmo o fator que mais pesa na decisão; no El Corte Inglés e no Mercadona, é a qualidade dos produtos", destaca.

Confinamento o que mudou
Durante o estado de emergência, confinados em casa, 47% dos inquiridos mudaram a hora a que iam ao supermercado, enquanto 36% alteraram o dia a que costumavam ir. "Os consumidores mais novos (18 a 39 anos) foram os que mais indicaram ter mudado de hábitos. Mas também a satisfação com os supermercados alterou durante o confinamento, pois houve critérios que passaram a ter mais peso na opinião dos consumidores", refere a Deco Proteste. "Não tirar partido da pandemia para aumentar os preços, mantendo-os estáveis: eis o aspeto que mais influenciou o nível de satisfação, seguido da disponibilidade de produtos em loja", realça.

Durante a fase de confinamento, "as cadeias Mercadona, El Corte Inglés e Aldi foram as mais apreciadas neste período, sobretudo, pelo modo como lidaram com a pandemia", adianta a Deco Proteste.

Em todas as cadeias, a estabilidade dos preços e o distanciamento, dentro e fora da loja, foram os critérios que mais deixaram os clientes satisfeitos. "No Mercadona e El Corte Inglés também foram apreciados os produtos de higiene à venda e a higienização do espaço. Este último aspeto foi um dos que menos agradou nas lojas Minipreço - com o índice de satisfação mais baixo -, seguido da disponibilidade dos produtos e do distanciamento dentro dos espaços", refere.

Após o confinamento, o comportamento dos consumidores alterou-se: parte passou a ir menos vezes às compras e cerca de 10% passou a recorrer aos supermercados online para abastecer a arrecadação lá de casa, o que não faziam antes. O nível de satisfação com as cadeias foi igualmente afetado pela pandemia. "O El Corte Inglés agradou mais em época normal; já o Mercadona foi o que deixou os clientes mais satisfeitos durante o estado de emergência", destaca a Deco Proteste.

E o que compram?
Independentemente da cadeia onde compram, os laticínios estão no cabaz de 76% dos inquiridos, sendo o Continente e Continente Modelo as preferidas para o efeito; seguido de fruta e os vegetais (70%), sobretudo dos que visitam as lojas Meu Super. Produtos de mercearia (68%), detergentes (66%), congelados (65%), produtos de higiene (61%), bebidas não alcoólicas (52%) fazem parte do cabaz e compras, elegendo os consumidores, na maioria das categorias, o Continente - no caso dos congelados com a Mercadona - e no pão fresco, parte do cabaz de 51% dos inquiridos - prefiram o Aldi.

"Os produtos de marca própria são mais procurados em categorias e cadeias específicas. Por exemplo, na altura de comprar laticínios, detergentes e produtos de higiene pessoal, grande parte dos clientes das lojas Aldi, Lidl e Mercadona optam pela marca própria."

FONTE: Dinheiro Vivo

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