Famílias gastam mais nos supermercados

09 dezembro 2020

Portugueses continuam a comprar mais nos supermercados, tendência que se verifica desde a eclosão da pandemia, mas optam, sobretudo, pelas marcas da distribuição para esticar o orçamento.

Os portugueses continuam a encher o carrinho de compras no supermercado preparando-se para ficar mais tempo em casa, por causa da pandemia. Só num mês, entre 5 de outubro a 1 de novembro, as famílias gastaram 764,8 milhões de euros nas cadeias de retalho alimentar, mais 48,6 milhões de euros do que em relação há um ano, segundo o ScanTrends, da empresa de estudos de mercado Nielsen. De janeiro a 1 de novembro, gastou-se 8,696 mil milhões de euros nos super e hipermercados, mais 7,8% do que há um ano. E compra-se, muito mais, marcas da distribuição para esticar o rendimento disponível.

As compras de bens de consumo têm vindo a aumentar desde o eclodir da pandemia, com o maior aumento a acontecer entre 24 de fevereiro a 22 de março - altura em que a corrida aos supermercados começou - com uma subida de 28,2%. Desde então, os níveis de crescimento percentuais não têm sido tão acentuados, mas têm vindo a registar, com raras exceções, subidas na ordem dos dois dígitos.

Depois de, em setembro, os portugueses terem enchido o carrinho de compras com mais 39 milhões do que há um ano, em outubro algumas cadeias de retalho alimentar admitiam ao DN/Dinheiro Vivo uma subida de procura nas lojas, a que atribuiam ao aumento das restrições por causa da pandemia. Os portugueses estavam - ainda que sem as corridas do início da pandemia - a preparar-se para ficar mais tempo em casa. Os números da Nielsen confirmam essa expectativa.

Marcas da distribuição ganham peso
Mas para esticar o orçamento, a opção por mais marcas da distribuição continua a fazer sentir-se, crescendo mais do que as de fabricante - a única exceção é nas bebidas, onde as marcas de fabricante continuam a crescer mais do que as marcas brancas. Higiene do lar, bebidas e alimentação são as categorias onde os portugueses estão a abrir mais os cordões à bolsa.

Globalmente, de 5 de outubro a 1 de novembro de 2020 (que a Nielson apelida de quadrissemana 41 a 44), as "marcas da distribuição mostram especial dinamismo, com um aumento de 9% (também sobre um período homólogo dinâmico). As marcas de fabricante também apresentam aumentos significativos (+5,5%)".

"Higiene do lar é a categoria mais dinâmica da quadrissemana, registando um crescimento de 10,1% sobre um período homólogo que já crescia 5%. Nesta quadrissemana, tanto as marcas da distribuição como as marcas de fabricante apresentam uma performance positiva, crescendo 14% e 8,3%, respetivamente", refere a Nielsen.

A categoria de bebidas sobe 7,4% neste período. "Esta é a única categoria em que as marcas de fabricante (+7,6%) crescem acima das marcas da distribuição (6,7%), embora ambas com uma performance muito positiva", realça a empresa de estudos de mercado.

Já o segmento alimentação sobe 7,2% face ao ano passado, com as marcas da distribuição a crescer 9,2%, enquanto as de fabricante sobem 5,6%.

"Higiene pessoal apresenta um ligeiro crescimento nesta quadrissemana (+0,9%), algo que não acontecia desde finais de março. No entanto, é a única categoria a crescer abaixo da média do mercado", refere a Nielsen, com as marcas da distribuição a subir 4,8%, ao passo que as de fabricante recuam 0,7%.

FONTE: Diário de Noticias

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