Supermercados abertos depois das 13 horas ao sábado e domingo

11 novembro 2020

A associação que representa os supermercados e hipermercados defende que o número mínimo de pessoas permitidas por estabelecimento deve aumentar à semelhança do que acontece noutros países europeus. Sobre a possibilidade de abrir as portas mais cedo ao sábado e domingo, a APED aponta que essa decisão cabe a cada empresa.

Perante as dúvidas iniciais sobre os horários de funcionamento dos supermercados e hipermercados nos dois próximos fins de semana depois das novas medidas de restrição anunciadas pelo Governo, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) assegura que estes estabelecimentos vão continuar abertos depois das 13 horas de sábado e domingo nos 121 concelhos do país com maior risco de contágio.

“Os nossos associados do retalho alimentar vão cumprir o que está vertido no diploma apresentado pelo Governo no domingo à noite e que refere que a circulação de pessoas depois das 13h, entre outras normas, só poderá ser justificada para abastecimento de bens alimentares e de higiene, para pessoas e animais. Assim sendo, as diversas insígnias do retalho alimentar estarão abertas nos períodos normais para abastecer a população”, garantiu o diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, ao Jornal Económico.

Recorde-se que esta é precisamente uma das 13 exceções previstas na lei ao recolher obrigatório: “Deslocações a mercearias e supermercados e outros estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, para pessoas e animais”.

Sobre a possibilidade de os estabelecimentos abrirem portas mais cedo nos próximos dois fins de semana, Gonçalo Lobo Xavier aponta que essa é uma decisão de cada retalhista.

“Existe essa possibilidade e temos conhecimento que há operadores que estão a ponderar abrir pelas 8h mas faz parte da decisão comercial de cada retalhista pelo que não temos indicação que seja uma opção que seja alargada a todos e a todas as zonas do país”, segundo o responsável.

Entre os seus associados, a APED conta com o Continente, Pingo Doce, Minipreço, Lidl, Dia, Intermarché, Auchan, Aldi ou Mercadona.

Ao mesmo tempo, a associação que junta os donos de supermercados e hipermercados continua a defender que o Governo deve aumentar o número mínimo de pessoas permitidas nos supermercados.

“Mais do que nunca, a APED defende que, com limitações de horários, ainda mais se justifica o aumento do rácio para, pelo menos, 8 pessoas por 100 mt2. Portugal tem o rácio mais baixo da Europa. Em Espanha e na Alemanha, são 10. Em França, 25”, começa por destacar.

“Tendo em conta que os espaços comerciais, do retalho especializado e do retalho alimentar, são espaços, seguros, onde as regras são cumpridas, a distância de segurança imposta, a limpeza é constante e as pessoas usam máscara, não há nenhuma razão para insistir ter lojas com circulação fácil e relativamente vazias, e pessoas à porta para entrar. É uma questão de saúde pública”, defende Gonçalo Lobo Xavier.

FONTE: Jornal Económico

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