Nestlé quer criar 750 empregos jovens em Portugal

28 outubro 2020

A Aliança para a Juventude, que envolve 15 parceiros europeus, quer até 2025 criar 300 mil oportunidades. Processo de recrutamento começou.

"Não estarei aqui (na Nestlé) daqui a 10 ou 15 anos, mas estou aqui para vos ajudar a moldar o futuro desta companhia. (...) Contamos com esta geração para ter as ferramentas certas para atingirmos o objetivo de neutralidade carbónica", afirmou Marco Settembri, CEO da Nestlé zona Europa, Médio Oriente e Norte da África, numa teleconferência com jornalistas, na qual o Dinheiro Vivo esteve presente, para anunciar que a Nestlé quer, juntamente com 15 parceiros europeus dos 300 da Aliança para a Juventude, criar 300 mil novas oportunidades de trabalho para os jovens na Europa, Médio Oriente e Norte da África até 2025. Só a Nestlé irá contribuir com cerca de 20 mil oportunidades, destas 750 são em Portugal.

"O nosso objetivo é criar 400 oportunidade de primeiro emprego até 2025 por isso 80 oportunidades por ano até 2025. Para estágios a lógica é a mesma e como tal queremos gerar 70 novas oportunidades de estágios por ano até 2025", precisa António Carvalho, do Gabinete de Comunicação da Nestlé Portugal, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Desde 2014, altura em que a Aliança para a Juventude arrancou em Lisboa, na Fundação Champalimaud, foram criadas mais de 450 mil empregos e oportunidades de estágio e formação.

Em Portugal, até junho 2020, os 18 parceiros - BA Vidro, BPI, Germen, GraphicsLeader, Jerónimo Martins, Logoplaste, Luís Simões, The Navigator Company, Nestlé, Eurogroup Consulting, RAR, SAICA PACK, Sonae Vodafone Portugal ALPI Portugal, BP Portugal., LIFT Consulting., Transportes Álvaro Figueiredo, SA. - que formam a Aliança criaram mais de 70 mil oportunidades de trabalho, estágio e formação. Só a Nestlé foram mais de 2000 oportunidades. "Desde 2014 já beneficiaram deste programa 2051 jovens repartidos da seguinte forma: 1382 contratações e 483 estágios realizados", adianta António Carvalho. A oferta abrange jovens até 34 anos.

O retomar da iniciativa surge num momento em que, por causa da pandemia, o desemprego entre os jovens atinge níveis preocupantes. Na Europa existem mais de três milhões de jovens preocupados com o seu futuro, e no Médio Oriente e do Norte da África quase um em cada três jovens está desempregado, alerta a Nestlé.

Este compromisso de criar 300 mil oportunidades até 2025 é assumido pelos 15 membros europeus da Aliança para a Juventude, que incluem, além da Nestlé, o Grupo Adecco, BT, Cargill, CEMEX, ENGIE, EY, Facebook, Firmenich, Microsoft, Nielsen, Publicis Groupe, Salesforce, Solvay, White & Case.

"A Comissão está empenhada em ajudar os jovens a recuperarem da pandemia e a prepararem-se para um mercado de trabalho em constante mudança. No pacote de Apoio ao Emprego Jovem que apresentámos em julho, definimos formas de ajudar os jovens a conseguir um emprego ou mais formação, a desenvolver as suas competências e a ter a oportunidade de realizar estágios. A iniciativa Aliança para a Juventude é um modelo de cooperação empresarial no qual outros se podem inspirar, tendo já ultrapassado o seu objetivo original de criação de oportunidades de trabalho. Quero agradecer à Aliança e a todos os seus parceiros pelos esforços e pela dedicação no apoio aos jovens", disse Nicolas Schmit, Comissário Europeu para o Emprego e os Direitos Sociais, no encontro online, realizado pela multinacional para anunciar esta medida.

Em Portugal, os números também não são animadores. Em setembro, o INE estimava que em agosto, a taxa de desemprego dos jovens foi 26,3% (+0,1 p.p. face a julho). Ou seja, que 87 200 jovens com idade até 24 anos estão no desemprego. Já a taxa de desemprego dos adultos foi estimada em 6,9% e aumentou 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. Já os inscritos no IEFP até aos 34 anos, em setembro, são 44 848 até aos 25 anos, mais 80 940 entre os 25 e os 34 anos no continente (sem contabilizar as ilhas).

O que procura a Nestlé?
A multinacional tem vindo a envidar esforços no âmbito da sustentabilidade, procurando uma geração que os ajude nesse caminho. O que procura então a companhia nos novos talentos?

"Se estivermos a falar de hard skills, as digitais serão transversais a todas as áreas na Nestlé por isso seguramente os candidatos terão de as ter, por outro lado começam a surgir muitas necessidades viradas para a área mais de análise e transformação de informação, pelo que a componente analítica será também um foco nos próximos anos.", descreve António Carvalho.

"Falamos muito das green skills, ligadas a sustentabilidade, também ela transversais a todas as áreas da Nestlé dado que este também será encarado como a grande prioridade do futuro e se queremos fazer parte da mudança os nossos futuros lideres tem de ser capazes de as desenvolver e assegurar que temos o impacto esperado no mundo e na sociedade de amanhã. Se falarmos de soft skills diria que a capacidade de comunicar e de se relacionar com os outros serão chave para quem quer fazer carreira na Nestlé ou noutra empresa qualquer", sintetiza.

O que fazer para se candidatar?
Todas as nossas oportunidades são divulgadas no website da Nestlé,na área de recrutamento, bem como no LinkedIn da companhia. "Se se tratar de oportunidades de estágio divulgaremos também junto das universidades", explica António Carvalho, da Nestlé.

Um processo de recrutamento que, este ano, tem contornos diferentes por causa da pandemia, a começar pela integração do novo talento. "Durante a pandemia tivemos de adaptar o nosso Onboarding. Os Recursos Humanos trabalham muito em colaboração com os negócios e asseguramos por uma questão de segurança um acolhimento virtual sempre que necessário. Temos a tecnologia também como grande aliada e tentamos assegurar com o negócio que tudo é preparado para assegurar uma boa integração em segurança", adianta António Carvalho

FONTE: Dinheiro Vivo

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