Retalho está preparado para o 1.º inverno do ‘novo normal’

06 outubro 2020

O aumento dos novos casos de Covid-19 a que se assiste um pouco por todo o mundo, e particularmente na Europa, está a colocar, novamente, sob pressão alguns setores essenciais. Enquanto as autoridades de Saúde se dividem sobre onde começam e acabam as vagas, é certo que este primeiro inverno do ‘novo normal’ requer uma preparação e antecipação de respostas aos mais diversos níveis.

No setor do retalho, à medida que a situação sanitária voltou a agravar-se, os desafios também se intensificaram. No Reino Unido, por exemplo, as principais cadeias de supermercados estão a lidar, uma vez mais, com corridas desenfreadas aos produtos básicos, tendo já optado pelo racionamento (em muitos casos não vão vai além das três unidades por determinado produto).

Em entrevista à Executive Digest, o diretor-geral da APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, Gonçalo Lobo Xavier, garante que o setor, à semelhança do que aconteceu no auge da pandemia em Portugal, os supermercados estão preparados e não deixarão que nada falte nas suas prateleiras.

Contudo, este é um esforço de todos, nomeadamente, da população que deve evitar açambarcamentos desnecessários.

Como estão os supermercados a preparar este primeiro outono-inverno do ‘novo normal’?
Os associados da APED do retalho alimentar (que representam um terço do setor) estão preparados para o período que se avizinha e que encerra diferentes desafios. Por um lado, o reforço das medidas de segurança dos colaboradores e dos clientes, face às mudanças de clima e natural impacto na saúde. Continuarão com todas as medidas sugeridas pela Direção Geral de Saúde e esperam que haja o bom senso de aumentar o rácio de clientes em loja (que está inalterado em 5/100mt2 desde maio) de forma a permitir uma continuada circulação em loja e menos clientes em filas de espera desnecessárias à porta dos estabelecimentos. Por outro, a manutenção das campanhas sazonais que permitem uma normalidade e reconhecimento de confiança por parte das insígnias. A verdade é que o retalho alimentar esteve sempre ativo e com portas abertas a alimentar Portugal em segurança.

Estão assegurados os fornecimentos dos produtos básicos?
A cadeia de abastecimento e logística esteve sempre em níveis altíssimos de entrega. Note-se que não houve ruturas de produtos mesmo em alturas de consumo inusitado. Houve sim, problemas na reposição de produtos face ao ritmo de consumo. Houve uma cooperação muito boa entre os diversos agentes -.produção; indústria; transportes e distribuição – e acreditamos que continuamos preparados e com uma boa cooperação entre todos para garantir o abastecimento à população.

Poderemos assistir a uma nova ‘corrida desenfreada’ aos produtos básicos (como está a acontecer agora, por exemplo, no Reino Unido, onde as grandes cadeias retalhistas já estão a racionar o número de unidades)?
Não podemos comparar o que se está a passar no Reino Unido no que diz respeito à transmissão do vírus com o que estamos a viver em Portugal. Confiamos que os portugueses aprenderam com o que viveram em março e abril e estão muito mais bem preparados para enfrentar o inverno. O setor da distribuição alimentar continua firme e preparado para ajudar a população a abastecer os lares.

Em caso de um novo açambarcamento de alguns produtos, como o papel higiénico, podem ocorrer faltas?
Acreditamos que não vai acontecer até porque se viu que não tivemos ruturas de produto. Tivemos, quanto muito, dificuldades na reposição de produtos em loja face ao ritmo de consumo inusitado.

O progressivo agravamento da pandemia em alguns países na Europa, está a afetar o setor da distribuição em Portugal?
Não temos para já nada a assinalar mas é natural que possamos sofrer alguns constrangimentos no fornecimento de produtos para os quais a produção nacional ainda não é suficiente. Mas estamos a trabalhar para que nada falte.

FONTE: Executive Digest_Sapo

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