INE confirma recessão histórica de 16,3% com colapso do consumo

01 setembro 2020

O Instituto Nacional de Estatística explica que a contração do PIB ficou a dever-se sobretudo à queda do consumo e investimento. A "quase interrupção do turismo de não residentes" também prejudicou o resultado.

O colapso do consumo e do investimento, e a contração das exportações acima da redução das importações, atiraram a economia portuguesa para uma queda histórica de 16,3% no segundo trimestre deste ano. Os dados foram confirmados esta segunda-feira, 31 de agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram os efeitos da pandemia de covid-19 no PIB.

Face ao primeiro trimestre do ano, confirma-se também que a contração foi de 13,9%, tal como já tinha sido adiantado na estimativa a 14 de agosto.

"A forte contração da atividade económica refletiu o impacto da pandemia covid-19 que se fez sentir de forma mais intensa nos primeiros dois meses do segundo trimestre", explica o organismo de estatística.

Tal como já tinha sido antecipado na estimativa preliminar de há duas semanas, o INE reafirma que o consumo privado deu o maior contributo para a contração do PIB. Dos 16,3 pontos percentuais de contração verificados, 11,9 pontos ficaram a dever-se à redução da procura interna. Aqui, destaca-se uma redução de 14,5% do consumo privado em termos reais (no primeiro trimestre a redução tinha sido de apenas 1%). O investimento também diminuiu, em 10,8%.

Do lado da procura externa, os dados foram também negativos. As importações contraíram 29,9%, mas as exportações recuaram ainda com mais violência: 39,5%. "Esta diferença de comportamentos é sobretudo consequência da forte contração da atividade turística na evolução das exportações de serviços", indica o boletim do INE. Como resultado, a procura externa líquida deu um contributo negativo para a variação do PIB, de 4,4 pontos percentuais.

Menos carros, mais comida
A quebra do consumo das famílias foi ditada sobretudo pela redução da compra de bens duradouros (recuou 27,6%), com destaque para a aquisição de automóveis. Nos bens não duradouros e serviços também se registou uma contração (de 13,5%), mas esta redução não se ficou a dever aos bens alimentares. Pelo contrário: a compra de alimentos voltou a acelerar no segundo trimestre, tendo crescido 4,7%, depois de já ter aumentado 3,4% nos primeiros três meses do ano.

O INE adianta ainda que mesmo olhando para o consumo privado em território nacional, que inclui as compras de não residentes, verificou-se uma contração expressiva, de 21,7%. Este resultado estará fortemente influenciado pela quase interrupção do turismo de não residentes.

Investimento em construção resiste
Olhando para o investimento, o INE revela que, apesar da contração de 10,8% em termos globais, houve bastante diversidade por categorias. Desde logo, o investimento em construção resistiu em terreno positivo, com um crescimento de 7,5% em termos homólogos.

Já o investimento em equipamento de transporte caiu a pique, registando uma contração de 69,9%. O investimento em outras máquinas e equipamentos também caiu (22,4%) e a produção de propriedade intelectual recuou 5,2%.

FONTE: Jornal de Negócios

 

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