A maioria dos portugueses admite reduzir os gastos com roupa nova e com o entretenimento fora de casa, segundo um estudo da Nielsen sobre os efeitos da Covid-19 no consumo.
Perante a incerteza instalada pela pandemia, a resposta nacional parece ser a de reduzir o que não é essencial precavendo o futuro.
A pandemia já alterou comportamentos no consumo, quer em Portugal quer na União Europeia, levando muitas pessoas a fazer durante o confinamento o que antes compravam, desde alimentos até ao corte de cabelo.
"Alguns destes hábitos vieram para ficar, transformando também o comportamento de compra dos consumidores", concluiu o estudo.
Segundo a Nielsen, 77% dos portugueses afirmam ter alterado os seus gastos de forma a poupar nas compras para a casa. Além da roupa e do entretenimento, os portugueses admitem reduzir também o consumo de gás e eletricidade e até de combustível, deixando parado o automóvel mais tempo.
"As condições únicas originadas por uma pandemia que conduziu a uma recessão económica estão a forçar os consumidores a repensarem o modo como compram", afirma Scott McKenzie, responsável da Nielsen.
O especialista recorda que "o ser humano conta, normalmente, com meses ou anos para se ajustar a novas condições" mas que agora não há tempo.
Quem não atender ao preço perde negócio
As promoções foram reduzidas e Portugal não foi exceção, conclui o estudo da Nielsen sobre o consumo, que alerta para a importância dos preços.
"Vemos claramente uma indicação de que a base promocional foi repensada, levando a uma enorme oportunidade para modificar o comportamento do consumidor em torno da acessibilidade aos produtos".
Nesse sentido, entende a consultora, que as marcas e retalhistas que não perceberem a importância do preço podem vir a perder negócio.
FONTE: Correio da Manha






















































