Confiança dos consumidores e empresários volta a aumentar

31 agosto 2020

A confiança dos consumidores, mas também dos empresários, continua a aumentar. Depois do trambolhão em abril, mês marcado pelo confinamento decretado para travar a propagação da pandemia do novo coronavírus, o indicador tem vindo a recuperar, tendo evoluído positivamente neste mês de agosto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta sexta-feira. No caso dos empresários assistiu-se a uma recuperação em todos os setores.

“O indicador de confiança dos consumidores aumentou, retomando o perfil de recuperação iniciado em maio, após a maior redução face ao mês anterior registada em abril“, refere o INE, notando que para esta evolução contribuíram as perspetivas positivas, nomeadamente, para a economia.

Para este novo aumento contribuíram positivamente as “perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, bem como das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar”, refere. “Em sentido contrário, as expectativas relativas à realização de compras importantes registaram um contributo negativo”, diz. As expectativas face à poupança também deterioraram-se em agosto, assim como as perspetivas de desemprego.

Já quanto ao “indicador de clima económico aumentou entre maio e agosto, após ter atingido em abril o valor mínimo da série”. “Em agosto, os indicadores de confiança recuperaram em todos os setores, Indústria Transformadora, Construção e Obras Públicas, Comércio e Serviços”, nota o gabinete de estatísticas.

No caso da indústria transformadora, o reforço da confiança deve-se ao “contributo positivo das opiniões sobre a evolução da procura global, tendo as expectativas de produção e as apreciações relativas aos stocks de produtos acabados contribuído negativamente”.

Na construção e obras públicas, o contributo positivo veio de ambas as componentes, ou seja, das apreciações sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego, “mais significativo no primeiro caso”, nota o INE. O fator limitativo das empresas da área deixou de ser a “dificuldade em contratar pessoal qualificado” e passou a estar na categoria “outros”.

No comércio, as opiniões sobre o volume de vendas registaram um “significativo contributo positivo” para o indicador de confiança do setor. Contudo, o contributo das perspetivas de atividade da empresa nos próximos três meses foi negativo.

Em contraste, as opiniões sobre a atividade da empresa deram um contributo positivo ao indicador de confiança dos serviços, assim como as apreciações sobre a evolução da carteira de encomendas. Já as perspetivas sobre a evolução da procura contribuíram negativamente.

Sentimento económico na Europa recupera 60% das perdas até agosto
O indicador de sentimento económico na zona euro e na União Europeia (UE) recuperou até agosto cerca de 60% das perdas históricas verificadas em março e abril motivadas pela covid-19, divulgou a Comissão Europeia esta sexta-feira.

Segundo os dados publicados hoje de manhã pela Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros (DG ECFIN), o indicador de sentimento económico registou em agosto “aumentos acentuados na zona euro, de mais 5,3 pontos, para os 87,7 pontos, e na UE, de mais 5,0 pontos, para os 86,91 pontos”, o que leva a que “em ambas as regiões o indicador já tenha recuperado cerca de 60% das perdas combinadas de março e abril”.

De acordo com a direção-geral, a recuperação de 5,3 pontos do indicador na zona euro em agosto resultou de “uma melhoria sustentada da confiança na indústria, no comércio a retalho e, em particular, nos serviços”.

Entre as maiores economias da zona euro, o indicador registou aumentos significativos em agosto em França (+9,3 pontos), na Holanda (+7,1) e na Alemanha (+5,9), tendo recuado em Espanha (-2,5 pontos). Em Portugal, o indicador progrediu 1,3 pontos, para os 85,9 pontos, revelam os dados publicados pelo executivo comunitário.

A DG ECFIN nota que também o indicador de expectativas de emprego melhorou pelo quarto mês consecutivo, progredindo 2,9 pontos no espaço da moeda única, para os 89,6 pontos, e 2,7 pontos no conjunto dos 27 Estados-membros, para os 89,5 pontos.

FONTE: ECO Economia Online

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