AHRESP quer adiar fim dos descartáveis para 2021

27 agosto 2020

Restauração defende adiamento da medida para 2021 tendo em conta as "circunstâncias particularmente difíceis que as nossas empresas atravessam, como consequência da Covid-19".

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defendeu que a utilização de louça descartável nos restaurantes só ser proibida a partir de julho de 2021, face ao impacto da Covid-19 no setor.

“No âmbito da legislação que determina a não utilização e não disponibilização de louça de plástico de uso único nas atividades da restauração e bebidas, aplicável a partir de 03 de setembro de 2020, a AHRESP defende alterações ao conteúdo e à data de entrada em vigor no sentido de acompanhar a diretiva dos plásticos que só entra em vigor em 03 de julho de 2021, dadas as circunstâncias particularmente difíceis que as nossas empresas atravessam, como consequência da Covid-19”, lê-se no boletim diário da associação.

Neste sentido, a AHRESP solicitou esta alteração à secretaria de Estado do Ambiente, apesar de reconhecer a “importância e necessidade de medidas com vista a proteção do ambiente, dos recursos naturais e à redução dos riscos ambientais”.

Na segunda-feira, o ministro do Ambiente e da Ação Climática reiterou como fundamental a transposição da diretiva sobre plásticos descartáveis, que o Governo quer implementar em setembro, mas admitiu que a Covid-19 “perturbou” esse trabalho.

“O que não temos dúvidas é que é fundamental transpor a diretiva dos plásticos. Comprometemo-nos em fazê-lo antes daquilo que são os prazos da União Europeia, 01 de julho de 2021”, disse João Pedro Matos Fernandes, mas, acrescentou que “a questão da Covid-19 perturbou todo este trabalho”.

O ministro falava aos jornalistas no âmbito de uma visita à Casa dos Animais, uma estrutura da Câmara Municipal de Lisboa de apoio para cães e gatos, já que o Ministério do Ambiente irá ter a tutela dos animais de companhia.

Questionado sobre se a proibição do uso de plásticos descartáveis na restauração, prevista para setembro, se vai manter, ainda que alguns setores tenham já pedido um adiamento, o ministro afirmou apenas não ter “mais nada para dizer agora, assim que houver novidades elas serão públicas”.

Matos Fernandes disse também que a maior preocupação em termos ambientais que tem em consequência da pandemia de Covid-19 é o uso do descartável, que tem sido “um abuso”.

FONTE: ECO Economia Online

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