Por causa da pandemia o preço dos alimentos continua em queda

05 junho 2020

Há já quatro meses que o principal índice alimentar mundial regista quebras nos preços. Os produtos derivados do leite são os mais afetados

Os preços mundiais dos alimentos caíram pelo quarto mês consecutivo em maio, à medida que a oferta vai crescendo e, em simultâneo, se assiste a um enfraquecimento da procura, devido às contrações económicas desencadeadas pela pandemia da Covid-19.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a FAO (organização das Nações Unidas para a Alimentação) revela que o seu Índice de Preços dos Alimentos, que acompanha a evolução dos preços internacionais das commodities (matérias-primas) alimentares mais comercializadas, derrapou 1,9% em maio, relativamente ao mês anterior.

Na análise por alimentos, uma das quebras de preços mais acentuadas foi registada nos produtos lácteos (-7,3% em relação a abril).

O preço dos cereais caiu 1% e, no caso da carne, a queda foi de 0,8% em maio, com uma média de 3,6% abaixo do valor de maio de 2019. As cotações de carne bovina aumentaram, enquanto as de carnes de aves e suínos continuaram a derrapar, refletindo as altas disponibilidades para exportação nos principais países produtores, apesar do aumento da procura de importação no leste da Ásia após o desconfinamento face à pandemia Covid-19.

Cereais: mundo bate recorde de produção, Portugal nunca produziu tão pouco
Já no que respeita à produção de cereais, o mundo pode estar a caminho de um novo nível recorde de 2 780 milhões de toneladas, 2,6% a mais do que na campanha de 2019/2020. Já em Portugal, no caso dos cereais, o grau de autoaprovisionamento nacional está agora nos 4% - um dos mais baixos de sempre - e, nas últimas campanhas, o país teve de importar, em média, cerca de 1,2 milhões de toneladas, das quais 96% com origem na União Europeia (com a França a representar cerca de 50% do total). De referir que, recentemente, a Bulgária e a Roménia começaram a ocupar um lugar cada vez mais importante nas importações daquele produto.

À escala global, a FAO prevê que o consumo de cereais no próximo ano atinja um recorde histórico, subindo 1,6%, para 2.732 milhões de toneladas, já que se espera que os usos de alimentos para animais à base de cereais continuem a aumentar.

A FAO espera ainda que o comércio mundial de cereais em 2020/21 suba 2,2%, para 433 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde, com expansões esperadas para todos os principais cereais, lideradas por um aumento de 6,2% no comércio global de arroz.

FONTE: Expresso

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