Vietname afetado pela queda nas exportações

12 maio 2020

O Vietname registou um crescimento de 7% em 2019 graças ao aumento das exportações para os Estados Unidos e ao bom desempenho do consumo privado e do investimento, num contexto de aumento de salários, crescimento do turismo e incremento do fabrico de produtos para exportação. Contudo, a Crédito y Caución prevê que o crescimento do PIB vietnamita tenha uma redução para menos de 2% devido à queda da procura interna e das exportações.

Com mais de 40% dos bens intermédios provenientes da China, as cadeias de fornecimento do Vietname têm sofrido importantes interrupções desde o começo de 2020. Além disso, o país enfrenta a deterioração dos Estados Unidos, da China e do Japão, os seus principais parceiros comerciais, o que terá como consequência uma contração das exportações superior a 4% – uma mudança de sentido em relação ao crescimento de 14% dos dois últimos exercícios. Entre os mais afetados por este contexto difícil encontram-se os sectores do turismo, aviação, eletrónica, têxtil e agricultura.

Banco Central do Vietname
Para aumentar a liquidez, em março, o Banco Central do Vietname reduziu as taxas de juro de referência até 5%. Além disso, a administração pôs em marcha grandes pacotes de estímulo para apoiar as empresas e os consumidores. A estrutura da dívida externa do Vietname é estável, com vencimentos longos e financiamento de credores públicos nos últimos dois anos, e espera-se que continue a diminuir nos próximos anos.

Tratando-se de uma economia aberta, que depende em grande medida do comércio externo, o principal risco para o desempenho do Vietname é o de uma maior deterioração da economia global pela evolução da pandemia ou pelo aumento do protecionismo.

Produção de baixo custo
O Vietname constitui a principal alternativa regional à China para fabricações de baixo custo orientadas para a exportação. O deslocamento da produção da China para o Vietname, especialmente nos sectores têxtil, de bens de consumo e TIC, acelerou em 2019 perante o conflito comercial do gigante asiático com os Estados Unidos.

Esta tendência poderia intensificar-se perante as interrupções no fornecimento da China relacionadas com o coronavírus, situação que afetou muitas empresas em todo o mundo. O Vietname já está integrado nas cadeias de valor, conta com uma sólida infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária e integra vários acordos de livre comércio. O mais recente, com a União Europeia, entrará em vigor provavelmente este verão. A forte promoção do investimento e a existência de zonas económicas especiais fazem do Vietname uma alternativa asiática para as empresas que desejem criar novos centros de produção ou ampliar os já existentes.

FONTE: Revista Grande Consumo

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